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Saída de deputados do PSDB para o PSD aponta para o fim do partido em SP

Êxodo de seis deputados do PSDB e um do Cidadania para o PSD reduz a bancada da federação na Alesp a quatro, sinalizando fim da hegemonia tucana em São Paulo

Deputados do PSDB e Cidadania migram para o PSD, partido de Gilberto Kassab — Foto: Divulgação
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  • Café da manhã com Gilberto Kassab selou o êxodo de seis deputados do PSDB e um do Cidadania para o PSD, a partir de 4 de março.
  • A federação PSDB-Cidadania na Alesp passa a ter quatro deputados, deixando de ser a terceira maior bancada.
  • Carla Morando afirmou que também vai deixar o PSDB, mas ainda não definiu o destino; Ana Carolina Serra, do Cidadania, não planeja mudar de legenda no momento.
  • O PSDB tem origem paulista e dominou a Alesp por décadas, mas passou por derrota em 2022 e encolhimento de prefeituras em 2024.
  • O PSD, sob Kassab, amplia presença na base governista, com eleições de outubro que vão alterar a composição da Casa para os próximos quatro anos.

Entre a pressão pela recomposição das siglas e o avanço de mudanças na política paulista, o PSDB enfrenta nova dança de alianças. Nesta quinta-feira, 5 de março, um café da manhã reuniu Gilberto Kassab, líder do PSD, e sete deputados da federação PSDB-Cidadania na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sinalizando um êxodo já observado há cerca de um ano. A partir de 4 de março, seis deputados do PSDB e um do Cidadania devem se filiar ao PSD.

A debandada reduz a influência tucana na Alesp, onde a bancada passa a contar com apenas quatro deputados, após décadas de predomínio. O episódio ocorre em meio a um cenário de queda de desempenho do PSDB em São Paulo, com o partido perdendo o comando do estado em 2022 e encolhendo sua atuação municipal em 2024.

Quem está envolvido

  • Gilberto Kassab, no PSD, que lidera a abertura para adesões.
  • Seis deputados estaduais do PSDB e um do Cidadania a se filiar ao PSD, fortalecendo a base do partido na Alesp.
  • Carla Morando, deputada remanescente do PSDB, que também sinalizou saída, ainda sem destino definido.
  • Ana Carolina Serra e Ortiz Júnior, do Cidadania, que compõem a federação com o PSDB, mantendo posição de não mudança no momento.

Contexto e desdobramentos

A queda de hegemonia do PSDB em São Paulo se acentuou após a vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022, encerrando uma sequência de governadores tucanos desde 1994. O racha interno contribuiu para a decisão de abandonar a candidatura própria à Presidência em 2022 e, em 2024, para uma redução expressiva de vereadores e prefeituras.

A composição da Alesp, antes marcada pela terceira maior bancada graças à federação com o Cidadania, passa a registrar quatro cadeiras, com dois filiados ao PSDB e dois ao Cidadania. O futuro da federação e da própria sigla no estado permanece em avaliação, especialmente diante de futuras janela partidária e de eleições municipais.

Reação e próximos passos

Paulo Serra, presidente estadual do PSDB, afirmou que o partido lamenta a forma de cooptação de quadros, descrevendo o movimento como canibalismo que não contribui para um projeto nacional de centro. O dirigente ressaltou, no entanto, que novos nomes devem ingressar, com a expectativa de reconstrução do projeto partidário.

A expectativa é de que as mudanças na Alesp redefinam a atuação partidária nos próximos meses, com a janela partidária já em curso e as eleições de outubro remodelando a composição da Casa para o mandato seguinte. A denúncia de desrespeito às formas de cooptação foi transmitida pela executiva estadual do PSDB.

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