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Lula afirma que PT não domina o cenário e defende alianças fora da esquerda

Lula defende alianças fora da esquerda e cobra autocrítica do PT, com foco no apoio social; resolução critica a autonomia do Banco Central e apoia Venezuela e Cuba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva participam da celebração dos 46 anos do PT em Salvador (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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  • Lula afirmou em Salvador que o PT “não está com essa bola toda” e defende alianças fora da esquerda para vencer as eleições.
  • O presidente cobrou autocrítica pela adoção das emendas impositivas e disse que o partido precisa se fortalecer socialmente e dialogar com diferentes segmentos, incluindo periferias e evangélicos.
  • Ele disse que as alianças são uma tática para governar o país e que a eleição será dura, mas que o PT está preparado para o desafio.
  • Foi divulgada uma resolução do Diretório Nacional do PT criticando a autonomia do Banco Central e defendendo Venezuela e Cuba, defendendo diplomacia multilateral.
  • A taxa Selic está em 15% ao ano; o Comitê de Política Monetária indicou possibilidade de cortes em março, enquanto o presidente do BC, indicado pelo governo, recebe críticas internas no partido.

Lula fez cobranças públicas ao PT durante a comemoração dos 46 anos da sigla, em Salvador. O presidente defendeu alianças além da esquerda e afirmou que a oposição precisa de acordos para vencer as eleições e governar o país. A fala ocorreu no sábado, em ato que também reuniu militância.

O chefe do Executivo destacou que o partido não está em posição de prescindir de alianças nos estados. Ele ressaltou a necessidade de tratar de acordos táticos para conquistar votos e ampliar a base de apoio, sem abrir mão de estratégias administrativas.

Lula cobraram autocrítica do PT em relação ao uso das emendas impositivas, classificando o volume de recursos como entrave ao orçamento do governo. O presidente pediu que o partido não seja visto como parte da vala comum da política.

O petista enfatizou a necessidade de fortalecimento social do PT e de ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado. Reforçou a ideia de que o partido precisa ser forte como instituição, não apenas pela figura de Lula.

Segundo o relato do discurso, o PT deve intensificar a atuação nas periferias e buscar aproximação com eleitores evangélicos, sobretudo aqueles que recebem benefícios federais. Lula sinalizou que a eleição será disputada de forma acirrada.

Ele afirmou que a campanha será intensa e que o Brasil precisa de um novo projeto que desperte o comprometimento cívico. Disse estar motivado para enfrentar o pleito e para defender mudanças profundas no país.

Resolução do PT ataca autonomia do BC e defende Venezuela e Cuba

No mesmo evento, foi publicada uma resolução do Diretório Nacional que critica a política monetária e a independência do Banco Central. O documento sustenta que juros permanecem restritivos e dificultam o desenvolvimento econômico.

A resolução aponta que a autonomia formal do BC pode ter se tornado um obstáculo ao crescimento e ao investimento produtivo, citando a atual taxa Selic de 15% ao ano. Em janeiro, houve sinalização pública de possível queda dos juros na próxima reunião, ainda sem confirmação.

O texto também expressa apoio à Venezuela e a Cuba, condenando interferências estrangeiras na região. A resolução defende uma diplomacia multilateral e o diálogo entre nações como eixo da política externa brasileira.

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