- Os arquivos de Epstein mostram um ambiente patriarcal, com homens ricos e influentes e mulheres em posição periférica ou a serviço, principalmente organizando agendas e serviços.
- As mulheres atuam como organizadoras: Lesley Groff cuida de diários, viagens, dietas e até de sexos, além de coordenar pra quem os encontros são destinados.
- Em paralelo, os homens trocam mensagens entre si em tom de locker room, discutem convidados e mantêm uma rede de favores e informações entre figuras poderosas.
- As mensagens revelam uso de mulheres como participantes de viagens ou como acompanhantes, com pouca curiosidade sobre quem são ou qual é o papel delas.
- A presença feminina é frequentemente ligada a atividades filantrópicas para ampliar redes, enquanto as próprias mulheres costumam receber instruções objetificadoras ou ser alvo de observações sobre aparência.
O material revela um retrato de patriarcado em ação, com homens ricos e influentes e mulheres em posição periférica. Os e-mails, parte dos arquivos de Epstein, expõem dinâmicas privadas entre elites globais, com foco em redes de poder e serviços.
Em fevereiro de 2013, Epstein envia a assistente de Bill Gates uma lista de convidados para um jantar, incluindo nomes de destaque como Ban Ki-moon, Woody Allen e outros. A menção de Anne Hathaway mostra a notória tentação de incluir mulheres na roda de poder.
Os arquivos mostram mulheres organizando diárias, dietas, viagens e encontros. Lesley Groff, assistente executiva de Epstein, coordena agendas, lanches e até reuniões com figuras como Larry Summers, mantendo o foco em atender aos interesses do chefe.
Mulheres organizadoras
As assistentes concentram-se em agendas internacionais, viagens entre Paris, Los Angeles, Nova York e Londres, e na logística de vergas com helicópteros. Relatórios do grupo destacam a preparação de encontros com homens influentes, sem participação igual de mulheres.
Como suporte logístico, Groff coordena passagens, vistos e carros para as mulheres que acompanham Epstein, assegurando pagamentos e acomodações. Em mensagens, a equipe confirma detalhes de viagens e hospedagens, sem questionar o papel das acompanhantes.
Interações entre homens
Entre os próprios homens, o tom é informal e muitas vezes inadequado, com comentários sobre aparência de acompanhantes e referências sexuais. O material expõe uma comunicação entre elites que, em espaços privados, mantém tom de frustração e competição.
Conflitos e preferências aparecem em trocas sobre saúde, viagens e escolhas de anfitriões. Mensagens revelam uma rede de favores, como auxílio para empregos ou hospedagem, usados como moeda de troca entre os participantes.
Favores e flattery
Os contatos destacam a troca de informações, localização e agenda, além de elogios velados. Em várias mensagens, figuras como Mandelson e Summers discutem agendas globais e interesses mútuos, muitas vezes sem questionar o papel das mulheres.
Algumas mensagens sugerem que a notoriedade de Epstein dependia de manter redes de reputação mútua. Entre as trocas, há referências à edição de páginas na Wikipédia e a busca por manter a influência diante da opinião pública.
O papel das mulheres
Quando envolvidas, as mulheres aparecem associadas a organizações filantrópicas ou a funções de apoio, em vez de participação ampla. Comentários sobre aparência física e saúde ocupam espaço, enquanto perguntas sobre o papel delas no grupo costumam ficar sem resposta.
Relatos de conduta de Epstein com algumas parceiras indicam reclamações de maus-tratos, e a dinâmica de controle sobre as decisões sociais e profissionais do círculo. O conjunto de mensagens oferece um retrato contínuo de um ambiente masculino dominado.
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