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Polícia visa apreender passaporte de envolvido na morte do cão Orelha

Polícia solicita apreensão do passaporte de adolescente envolvido na morte do cão Orelha para impedir que ele saia do país; MP é favorável, divergências existem

Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis. Créditos: Reprodução/Redes sociais
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  • A Polícia Civil de Santa Catarina pediu à Justiça a apreensão do passaporte de um adolescente envolvido na morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, para evitar que ele saia do país.
  • A Polícia Federal foi informada sobre o pedido, e o Ministério Público estadual manifestou-se favorável à medida.
  • Existem divergências entre a Polícia Civil e o Ministério Público sobre a apuração, com o MP solicitando diligências complementares para esclarecer participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos a animais.
  • A instituição investiga possível coação no curso do processo e ameaça envolvendo familiares dos adolescentes e um porteiro de condomínio, e pretende ampliar as apurações para confirmar ou não relação com agressões aos animais.
  • A apuração envolveu análise de mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras e o depoimento de 24 testemunhas; um dos quatro adolescentes envolvidos já teve internação solicitada.

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente acusado de envolvimento na morte do cão Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis. A medida visa impedir que o menor saia do país durante as investigações. A Polícia Federal também foi formalmente informada sobre o pedido.

Em nota, a Polícia Civil informou que o Ministério Público do estado foi favorável à requisição. A instituição enfatizou que atua para que a denúncia prossiga com as provas já obtidas no âmbito da investigação.

Divergências entre os órgãos

Ainda na sexta-feira, o MP informou que requisitará diligências complementares à Polícia Civil nos próximos dias para esclarecer a morte do cão Orelha. O órgão apontou lacunas que precisam de maior precisão na reconstrução dos acontecimentos.

O MP destacou a necessidade de detalhar a participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos a animais, ligados ao caso. A Polícia Civil afirmou ter base legal para pedir a internação do adolescente investigado pela morte do animal.

Provas e andamento das investigações

Também há apuração sobre possível coação envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de condomínio na Praia Brava. O MP informou que irá requisitar diligências para confirmar a inexistência de relação entre os supostos crimes e a agressão ao animal.

Na terça-feira anterior, a Polícia Civil encerrou as investigações sobre as agressões que resultaram na morte de Orelha e pediu a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos, sem divulgar o nome. A documentação utilizou tecnologia de imagens para sustentar a participação do autor, que não teve a identidade revelada por ser menor.

Filmagens e depoimentos foram essenciais para o andamento do caso. A polícia informou ter analisado mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras e ouvido 24 testemunhas. As evidências permitiram confirmar roupas usadas pelo suspeito no dia do crime e que ele saiu do condomínio de madrugada, mesmo sem registros da agressão no momento do ataque.

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