- Keir Starmer afirmou que há “volume muito significativo de material” que precisa ser revisado antes que os documentos de Mandelson sejam tornados públicos.
- Os documentos dizem respeito à nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos.
- Starmer sustenta que os documentos podem comprovar que Mandelson mentiu sobre a extensão de seu relacionamento com Jeffrey Epstein durante o processo de avaliação para o cargo.
- O Comitê de Inteligência e Segurança (ISC) irá selecionar os e-mails, mensagens e demais documentos, possivelmente em dezenas de milhares, antes da divulgação.
- A Polícia continua as investigações após buscas em duas propriedades ligadas a Mandelson, no contexto de alegações de que ele repassou informações sensíveis do mercado a Epstein.
Keir Starmer anunciou que um volume muito significativo de material relacionado à nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos EUA precisa ser revisado antes que documentos sejam tornados públicos. O objetivo é evitar impactos em investigações futuras.
Segundo o premiê, os documentos devem esclarecer se Mandelson omitiu informações durante o processo de avaliação de elegibilidade para o cargo diplomático. A revisão ocorre antes da liberação de emails, mensagens e documentos, potencialmente em dezenas de milhares de itens.
A Inteligência e Comitê de Segurança (ISC), grupo parlamentar que tem acesso a informações sensíveis, ficará responsável pela triagem inicial para definir o que está dentro do escopo de publicação.
Starmer encaminhou uma carta ao presidente do ISC, Lord Beamish, destacando a necessidade de disponibilizar os documentos ao parlamento o quanto antes e de verificar o volume considerável que precisa ser estudado.
A controvérsia provocou críticas entre membros do Partido Trabalhista, com alguns pedindo que o premiê considere sua posição e removesse o chefe de gabinete, Morgan McSweeney, que teve papel decisivo na nomeação de Mandelson.
Paralelamente, a Scotland Yard informou que investigações continuam após a polícia ter vasado dois imóveis ligados a Mandelson, no âmbito de apurações sobre suposta transmissão de informações privilegiadas a Epstein.
Gordon Brown indicou, em artigo de opinião, que se arrepende profundamente de ter elevado Mandelson ao peer e de tê-lo nomeado para o cargo ministerial em 2008, descrevendo a situação como uma traição aos valores do país.
Contexto e próximos passos
- A polícia analisa evidências para entender se houve transferência de informações sensíveis em contratos ou negócios com Epstein.
- A revisão dos documentos será conduzida pela ISC com participação de membros de diferentes formações políticas.
- A expectativa é que a divulgação pública ocorra apenas após a conclusão da triagem e da avaliação de relevância.
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