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General preso pelo 8/1 recebe autorização para trabalhar

Moraes autoriza general da reserva a trabalhar na prisão do Planalto, checando contracheques e catalogando livros para descontar pena

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  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou o general da reserva Mario Fernandes a trabalhar na prisão do Comando Militar do Planalto, para checagem de contracheques dos militares e catalogação de livros, com desconto de pena.
  • Fernandes foi condenado a vinte e seis anos e seis meses de prisão por participação em plano golpista para manter Jair Bolsonaro no poder, e cumpre a pena no Comando Militar do Planalto.
  • A proposta de trabalho partiu do próprio Comando Militar do Planalto, que detalhou as atividades: verificação de pagamentos de cerca de mil militares e organização da biblioteca da unidade.
  • O comando afirmou ao Supremo Tribunal Federal que as tarefas manterão o preso ocupado, com elaboração de relatório mensal sobre os pagamentos.
  • Não há servidor dedicado para as atividades da biblioteca na unidade.

O general da reserva Mario Fernandes teve autorização para trabalhar na prisão onde cumpre pena, no Comando Militar do Planalto. A permissão foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na sexta-feira passada. A decisão permite que ele desempenhe duas atividades propostas pela unidade.

Conforme o STF, Fernandes cumpre pena de 26 anos e 6 meses por envolvimento na trama golpista que visava manter Jair Bolsonaro no poder. A autorização busca permitir a prestação de serviços e a fruição de atividades terapêuticas, com a possibilidade de desconto de tempo.

As atividades autorizadas envolvem a checagem de contracheques de cerca de mil militares do Comando Militar do Planalto. Além disso, o general pode catalogar os livros da biblioteca da instituição, como parte do andamento de suas tarefas.

O Comando Militar do Planalto informou ao STF os detalhes das atividades. O objetivo é manter o preso ocupado com tarefas produtivas e evitar ociosidade, segundo a própria unidade.

Segundo o CMP, a checagem de pagamentos mensal e a catalogação de acervo devem ser realizadas sem necessidade de um servidor específico para a biblioteca, conforme planejamento apresentado ao STF.

O caso ganhou atenção após a PF localizar, em investigação, um plano denominado Punhal Verde Amarelo, que previa ataques a autoridades, incluindo o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes. Fernandes alegou tratar-se de um pensamento digitalizado.

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