- David A. Ross, presidente do programa de Master of Fine Arts em prática artística da Escola de Visual Arts (Nova York), deixou o cargo; a renúncia é effective 3 de fevereiro.
- A decisão ocorreu após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça que revelam vínculos próximos entre Ross e Jeffrey Epstein ao longo de décadas.
- Entre as mensagens, Ross elogiou a ideia de uma exposição com jovens de idades ambíguas e chegou a sugerir uma mostra “web-based” de acesso global.
- Ross manteve contatos com Epstein mesmo após a primeira condenação do financiador; ele também expressou apoio ao longo dos anos.
- A SVA confirmou a renúncia e informou que estudantes pediram a saída do professor em carta aberta, destacando o conteúdo das correspondências.
David A. Ross, presidente do departamento de Master of Fine Arts em prática artística, deixou seu cargo na School of Visual Arts (SVA) após a divulgação de documentos que mostram vínculos anteriores com Jeffrey Epstein. O motivo apresentado pela instituição foi a aceitação da renúncia, com efeitos a partir de 3 de fevereiro.
Nova divulgação de arquivos revela uma série de correspondências entre Ross e Epstein ao longo de anos, com Ross elogiando ideias para exposições envolvendo jovens. Em outras mensagens, Ross demonstra simpatia pelo condenado, mesmo após a primeira condenação de Epstein em 2008.
A SVA afirmou que está ciente das trocas de mensagens entre Ross e Epstein, divulgadas pelo Departamento de Justiça. Os documentos indicam que Ross ocupou o posto na SVA desde 2009, após ter sido diretor da Whitney Museum de 1991 a 1998 e, posteriormente, diretor do San Francisco Museum of Modern Art por três anos.
Protestos estudantis e contexto institucional
Antes da saída, estudantes da SVA haviam assinado uma carta pública pedindo a renúncia de Ross, citando parte das mensagens entre os dois. A instituição informou que Ross havia aceitado a demissão após o conhecimento do material divulgado.
Entre os trechos divulgados, uma mensagem de outubro de 2009 mostra Epstein sugerindo financiar uma exposição com conteúdo controverso, e Ross responde de modo elogioso. A correspondência também revela contatos entre os dois meses depois da libertação de Epstein da prisão, em 2009, e ao longo dos anos seguintes.
As mensagens incluem intercâmbios sobre apoio a plataformas e projetos culturais, com Ross mencionando contatos e oportunidades de colaboração. Em 2015, Epstein informou estar em Santa Fé e Ross indicou disponibilidade de viagem. Em 2016, Ross expressou interesse em aproveitar um reencontro.
Em entrevista ao Artnews, Ross afirmou ter conhecido Epstein nos anos 1990, durante o período na Whitney, descrevendo o condenado como um mecenas e colecionador. Segundo ele, Epstein alegadamente afirmou ter sido vítima de enquadramento político. Ross disse ter apoiado Epstein em momentos de novas investigações, segundo os documentos.
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