- O Tribunal de Justiça de São Paulo, 6ª Câmara de Direito Privado, condenou Renan dos Santos a pagar R$ 30 mil a Djamila Ribeiro.
- A decisão reformou a sentença de primeira instância, entendendo que houve excesso na defesa da liberdade de expressão.
- O réu teria associado Djamila ao crime organizado e a chamou de “burra” e “jeca” em publicação nas redes sociais.
- A postagem foi feita em resposta a uma coluna da filósofa no jornal Folha de S.Paulo, que criticava a privatização da Embraer.
- O acórdão afirma que Renan extrapolou o dissenso argumentativo ao vincular a obra da autora a uma agenda criminosa.
Renan dos Santos, fundador do MBL e pré-candidato pelo partido Missão, foi condenado pela Justiça de São Paulo a indenizar a filósofa Djamila Ribeiro em 30 mil reais. A decisão envolve uma publicação nas redes sociais em que Renan associou Ribeiro ao crime organizado.
O tribunal, em segunda instância, reformou a sentença para reconhecer que o político extrapolou os limites da liberdade de expressão. Os desembargadores entenderam que houve dissenso além do debate, com ataques pessoais.
A decisão aponta que Renan não apenas discordou das teses de Ribeiro sobre sistema penal, encarceramento ou políticas públicas, mas atribuiu-lhe qualificações como burra e jeca, ligando sua atuação intelectual à agenda do crime organizado. O acórdão menciona esse conjunto de afirmações.
A controvérsia teve origem em uma coluna de Djamila Ribeiro publicada no jornal Folha de S Paulo, na qual a autora criticava a privatização da Embraer. A defesa de Ribeiro sustenta que o conteúdo visou expor posições políticas e institucionais.
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