- Ghislaine Maxwell, associada de Jeffrey Epstein, recusou responder perguntas em depoimento ao Comitê de Supervisão da Câmara, invocando a Quinta Emenda.
- Maxwell já foi condenada, em 2021, por ajudar Epstein a abusar sexualmente de meninas e cumpre pena de 20 anos de prisão.
- O presidente do comitê, o republicano James Comer, afirmou que houve decepção entre os membros por faltarem respostas às questões apresentadas.
- Os democratas afirmaram que o depoimento foi usado para promover clemência de Maxwell junto ao presidente Donald Trump e pediram que ele afaste qualquer possibilidade de clemência.
- O advogado de Maxwell sustenta que ela poderia falar se recebesse clemência de Trump; outras deposições já estão marcadas, incluindo Hillary Clinton e Bill Clinton.
Ghislaine Maxwell se recusa a responder perguntas em depoimento à Câmara dos EUA
Maxwell, associada de Jeffrey Epstein, não respondeu às perguntas na audiência diante do Committee on Oversight and Government Reform nesta segunda-feira, em Washington. A defesa citou a Quinta Emenda para se manter em silêncio. Ela cumpre pena de 20 anos pela participação nos abusos contra adolescentes.
O presidente do comitê, o republicano James Comer, classificou a atitude como decepcionante, dizendo que havia questões sobre os crimes cometidos por Maxwell e Epstein, além de possíveis coautores. Parlamentares de oposição também criticaram a postura.
Democratas acusaram Maxwell de usar o depoimento para impulsionar clemência com o presidente Donald Trump e pediram que o governo afaste qualquer possibilidade nesse sentido. Um representante democrata também ressaltou a falta de respostas úteis para a investigação.
Depoimento e argumentos legais
O advogado de Maxwell, David Markus, afirmou que a defesa orientou a cliente a invocar a Quinta Emenda devido a uma petição de habeas corpus em curso, que sustenta a tese de um julgamento injusto. Markus disse que Maxwell estaria disposta a falar abertamente se recebesse clemência.
A audiência ocorre em meio à divulgação de milhões de documentos internos relacionados a Epstein pelo Departamento de Justiça. Entre os itens, há fotos de Trump com várias mulheres, com rostos em segredo e uma nota sugestiva ligada a Epstein, cuja assinatura seria atribuída ao ex-presidente, conforme divulgação.
Próximos depoimentos
Segundo Comer, ainda estão marcados cinco depoimentos, incluindo Hillary Clinton em 26 de fevereiro e Bill Clinton em 27 de fevereiro. A equipe de Maxwell não comentou diretamente as datas, mantendo a posição de que a defesa busca esclarecer os procedimentos legais.
O comitê reiterou que a investigação segue sem conclusão e que novas informações podem surgir à medida que os depoimentos avançam. Maxwell permanece sob custódia pelo tempo de sentença.
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