- Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou que Geraldo Alckmin será candidato àquilo que quiser nas eleições deste ano, ressaltando que ainda há tempo para definir os papéis de Haddad e do vice-presidente na chapa.
- Ele enfatizou que Haddad é uma das principais lideranças do país e que as funções do vice e do ministro da Fazenda serão definidas com diálogo, sem pressões.
- O PT quer atrair o MDB para o palanque de Lula, mas divergências regionais dentro do MDB podem inviabilizar a aliança.
- O dirigente não descartou acordos com siglas de centro-direita, desde que haja apoio a um programa para as futuras gerações e defesa da democracia.
- O comentário de Edinho Silva ocorre em meio a especulações sobre a saída de Alckmin da chapa encabeçada por Lula para acomodar outro partido.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou nesta segunda-feira, 9, que o vice-presidente Geraldo Alckmin será candidato àquilo que quiser nas eleições deste ano. A declaração ocorreu em um evento do LIDE em São Paulo, em meio a rumores sobre a composição da chapa com Lula à frente.
Segundo o dirigente, ainda há tempo para definir os papéis de Haddad, atual ministro da Economia, e do vice na chapa. Ele ressaltou que Haddad é uma das principais lideranças do PT e que sua candidatura em São Paulo foi a última disputada pelo partido, mas tudo deve ocorrer com diálogo.
Ele reforçou que ninguém é candidato contra a vontade e que as candidaturas surgem quando há desejo de defender um projeto político. O PT também busca atrair o MDB para o palanque de Lula, embora haja divergências regionais que podem inviabilizar a aliança, segundo o dirigente.
Possíveis alianças e cenários
Edinho disse que o MDB é visto como bloco importante, mas destacou a heterogeneidade interna do partido, que pode dificultar a convergência. O deputado Baleia Rossi, à frente do MDB em SP, é citado como exemplo dessas dificuldades.
O PT trabalha para abrir espaço a acordos com siglas de centro-direita, caso haja alinhamento em defesa de programas para as futuras gerações e preservação da democracia. A estratégia envolve ampliar a coalizão sem impor margens ideológicas estritas.
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