- Streeting publicou mensagens privadas de WhatsApp com Peter Mandelson, entre agosto de dois mil e vinte e quatro e outubro do ano passado, para esclarecer a relação com o ex-banqueiro.
- As conversas citam crítica à falta de estratégia de crescimento do governo e à operação de comunicação de No. 10, parecendo indicar preparo para uma eventual disputa de liderança.
- O material surge em meio a maior pressão sobre o premiê, após Anas Sarwar pedir a saída de Keir Starmer antes das eleições na Escócia.
- Streeting afirma não ter nada a esconder sobre a relação com Mandelson; as mensagens revelam uma amizade próxima, com elogios a fotos do peers em perfil de jornal.
- O secretário afirmou que disputará a reeleição em Ilford North e disse ter recebido apoio de eleitores que não votaram na eleição anterior, além de comentar melhoria econômica desde então.
Wes Streeting revelou mensagens privadas trocadas por WhatsApp com Peter Mandelson, publicadas para esclarecer o relacionamento entre os dois. O secretário de Saúde pretende, com isso, pôr fim a especulações sobre alianças e alinhar-se politicamente.
As conversas, entre agosto de 2024 e outubro do ano passado, sugerem que Streeting planejava eventual liderança e criticavam a estratégia de crescimento do governo e a operação de comunicação de Downing Street. A divulgação ocorreu após um escândalo recente envolvendo Mandelson.
Streeting foi apontado como possível concorrente à liderança caso Keir Starmer deixasse o posto. Aliados afirmam que o conteúdo das mensagens não revela segredos, mas mostra a proximidade entre os dois.
Detalhes do conteúdo
Entre os trechos divulgados, há mensagens em que Streeting diz que o governo não tem “growth strategy” e critica a linha de comunicação do governo. Também há referências a apoio público a Starmer.
Os textos destacam ainda críticas a mudanças no comando de comunicação de No 10, após a saída de um chefe de comunicação, com Streeting concordando com Mandelson sobre “problemas do governo não virem apenas das comunicações”.
As mensagens mais recentes tratam da posição de Streeting sobre o reconhecimento da Palestina, sugerindo que o deputado vê motivos morais e políticos para apoiar a medida, alinhando-se a uma postura já defendida por outros países.
Repercussões e desdobramentos
A divulgação coincidiu com pedidos de afastamento do governo em meio a pressões por mudanças. Streeting apoiou publicamente o primeiro-ministro durante a crise, ao mesmo tempo em que admitiu que a semana não foi fácil para o governo.
Streeting admitiu, em entrevista, que não era um “amigo próximo” de Mandelson, mas afirmou que não se desviaria de sua relação com o ex-conselheiro. Ele disse que publicou as mensagens para esclarecer o contexto.
A imprensa e parlamentares seguem acompanhando a repercussão. Streeting destacou que, apesar das controvérsias, recebeu oposição de eleitores que buscam entender o cenário econômico e político no país. Fonte: The Guardian.
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