- A administração Trump removeu a bandeira Pride do Stonewall National Monument, em Nova York, durante o fim de semana de 7 de fevereiro.
- Um memorando de 21 de janeiro do Departamento do Interior orienta sobre aExibição de bandeiras não ligadas ao governo, permitindo apenas bandeiras oficiais, com exceção de contextos históricos.
- O Departamento do Interior afirmou que a política de exibição de bandeiras há muito está em vigor e que Stonewall continua a preservar o significado histórico do local.
- O presidente do distrito de Manhattan, Brad Hoylman-Sigal, afirmou nas redes sociais que a bandeira Pride será içada novamente.
- Nova Iorque já planeja protestar contra a decisão, enquanto líderes como o senador Chuck Schumer criticam a ação e defendem a volta da bandeira.
A administração Trump removeu uma grande bandeira do orgulho do Stonewall National Monument, em Nova York, durante o fim de semana de 7 de fevereiro. A ação ocorreu após memorando do Departamento do Interior em 21 de janeiro, que orienta sobre exibir bandeiras não governamentais em sites geridos pelo Serviço Nacional de Parques (NPS).
O memorando estabelece que apenas bandeiras oficiais, federais ou do POW/MIA devem ficar no acervo de parques, com exceção de bandeiras que tragam contexto histórico. O texto ressalta que postes de bandeira não devem ser usados como espaço de expressão pública.
O monumento homenageia os distúrbios de junho de 1969, quando uma operação policial no Stonewall Inn gerou seis dias de protestos que marcaram o movimento pelos direitos LGBTQ+. A bandeira removida fica, segundo autoridades, fora das diretrizes atuais.
Brad Hoylman-Sigal, presidente do conselho municipal de Manhattan, afirmou nas redes sociais que a bandeira será hasteada novamente. Ele, que é gay, confirmou a retirada após o memorando interno. O município cobra clareza sobre o histórico do local.
Julie Menin, líder da Câmara Municipal de Nova York, e co-presidentes da caucus LGBTQ+ adotaram tom de denúncia e pediram à NPS que restabeleça a bandeira. Representantes do Senado também reagiram publicamente.
Chuck Schumer, senador democrata de Nova York, classificou a ação como injusta e disse que a bandeira voltará a ser hasteada. Segundo ele, Nova York acompanhará os desdobramentos e a sociedade acompanhará a defesa da memória.
Manifestação já está marcada para a próxima terça-feira, com participação de moradores e apoiadores. A prefeitura não detalhou medidas de segurança ou agenda do protesto.
Stacy Lentz, dona do Stonewall Inn, criticou a retirada, chamando-a de ataque ao parque. Ela reforçou a necessidade de preservar a história do local, destacando a independência do bar em relação ao monumento.
O Stonewall National Monument foi designado em 2016 pelo ex-presidente Barack Obama. Em 2017, sob Ryan Zinke, houve controvérsia sobre a natureza da propriedade que envolve o local. Em 2022 houve retorno da exibição de bandeira de orgulho em território federal, sob a administração Biden.
O acompanhamento dos desdobramentos inclui cobranças legais e políticas para restabelecer a presença de símbolos do orgulho no espaço, com debates sobre a memória histórica versus normas administrativas. A NPS afirma que o monumento continua a preservar o significado histórico por meio de exposições e programas.
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