- A Polícia Federal investiga indícios de que Jocildo Silva Lemos, diretor-presidente da Amprev, teve ciência antecipada de uma operação de busca e apreensão relacionada à destinação de recursos ao Banco Master.
- Na ação, Jocildo entregou aos policiais um celular recém habilitado, indicado como utilizado pouco antes da chegada da equipe.
- A PF aponta que aportes do fundo de previdência do Amapá no Banco Master somaram cerca de R$ 400 milhões, supostamente realizados ignorando riscos.
- O diretor afirmou ter sido indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não é investigado e não foi alvo da operação.
- Durante a operação, a PF também apreendeu o celular da mulher de Jocildo e investiga a possibilidade de que o investigado tenha sido alertado previamente, o que poderia ter motivado o afastamento do aparelho.
No Caso Master, a Polícia Federal aponta indícios de alerta prévio a uma operação que apura repasses de recursos da Amprev, o fundo de previdência do Amapá, ao Banco Master. A apuração envolve o que houve, quando ocorreu, e quem esteve envolvido na investigação.
Jocildo Lemos, diretor-presidente da Amprev, foi alvo de uma ordem de busca e apreensão na semana passada. Ao retornar ao imóvel, por volta das 6h, ele entregou voluntariamente aos agentes um celular recém habilitado. A entrada no local ocorreu com autorização dos moradores, sem arrombamento.
Segundo a PF, Jocildo pode ter tido ciência antecipada da ação de busca e apreensão. O relatório aponta que o diretor, que também coordena o Comitê de Investimentos, seria o mentor de operações no âmbito do comitê, articulando decisões que levaram aos aportes no Banco Master, estimados em cerca de 400 milhões de reais. Ao ser questionado, ele informou ter repassado o aparelho para um amigo na noite anterior; Mauro Júnior, procurador jurídico da Amprev, é quem detém o telefone entregue pela PF.
A PF também solicitou a entrega do celular da esposa de Jocildo, após identificação de ligações de Mauro Júnior registradas na manhã da operação, iniciada alguns minutos depois. Ainda segundo o relatório, o investigado deixou o aparelho com tela trincada para um amigo, que trabalha na Amprev, o que reforça a hipótese de ocultação do dispositivo. A investigação amplia o escrutínio sobre a destinação de recursos para o Banco Master e os controverts envolvidos.
O caso envolve Jocildo Lemos, que afirma ter sido indicado ao cargo com respaldo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não é investigado nem alvo da ação. A PF destacou a necessidade de esclarecer a cadeia de decisões financeiros relacionadas aos repasses. A reportagem tenta contato com a assessoria da Amprev para esclarecimentos oficiais.
Entre na conversa da comunidade