- Estudo para a comissária de crianças na Inglaterra aponta que adolescentes de 13 a 17 anos veem online produtos prejudiciais, como medicamentos para emagrecer com prescrição, cremes clareadores de pele e esteroides.
- Entre 41% dos jovens dessa faixa etária disseram ter visto medicamentos para emagrecer com receita, 27% cremes de clareamento potencialmente tóxicos e 24% esteroides ou outras drogas para ganhar massa muscular.
- Os anúncios aparecem em conteúdo de influenciadores, publicidade de criadores de conteúdo menores e em games, mesmo quando muitos itens são proibidos para menores de dezoito.
- O relatório coincide com uma consulta governamental sobre possível proibição de redes sociais para menores de 16 anos; a comissária afirma que ban não oferece garantia de proteção imediata.
- Cerca de três quartos dos entrevistados dizem que a exposição prejudica a autoestima; há desigualdades étnicas, com mais jovens negros e asiáticos vendo anúncios de produtos para emagrecimento e clareamento.
O estudo encomendado pela comissária das crianças da Inglaterra aponta que menores de idade são expostos com frequência a produtos prejudiciais online, como fármacos para emagrecimento, esteroides e cremes clareadores de pele. A pesquisa considera conteúdo visto em redes sociais, jogos e apps.
Entre adolescentes de 13 a 17 anos, 41% já tinham visto medicamentos para emagrecer com receita, 27% cremes de clareamento potencialmente tóxicos e 24% esteroides ou drogas para ganho de massa muscular. As informações chegam em meio a debate sobre uma possível proibição de redes para menores de 16 anos.
Os relatos apontam que esse material aparece em conteúdos de influenciadores, de criadores menores, bem como em jogos, mesmo com muitos itens proibidos para menores. A divulgação ocorre apesar das restrições legais existentes.
Resultados do estudo
Mais da metade dos jovens afirmou ter visto anúncios de alimentos e bebidas associados à perda de peso, além de planos de treino. Um em cada cinco comprou ou tentou produtos para emagrecer, e 8% adquiriu pílulas para emagrecer sem prescrição.
Alguns usuários relataram reações adversas após testar itens vistos online, incluindo infecções causadas por cosméticos para cílios com químicos não declarados. Mais de três quartos disseram que a exposição impactou negativamente a autoestima.
Medidas propostas
O relatório ressalta desigualdades étnicas, com mais jovens negros relatando uso de produtos de emagrecimento e maior incidência de anúncios de cremes clareadores entre pretos e asiáticos. Propõe proibição total de publicidade a crianças em redes, fortalecimento do código de conduta do Ofcom e maior fiscalização de vendas online de itens com restrição de idade.
Um porta-voz do governo afirmou que a Lei de Segurança Online já oferece proteções relevantes e que há campanhas para ajudar pais a lidar com conteúdos prejudiciais. O governo também abre consulta pública sobre medidas para proteger crianças na internet, incluindo a possibilidade de banir redes para menores de 16 anos.
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