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Ministro do STJ afastado manterá salário de R$ 44 mil

STJ mantém afastamento temporário do ministro; salário de R$ 44 mil permanece, enquanto CNJ suspende apenas penduricalhos e segue apuração

O ministro do STJ Marcos Buzzi foi acusado de importunação sexual
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  • STJ afastou o ministro Marcos Buzzi por duas acusações de importunação sexual; ele apresentou atestado médico para afastamento de noventa dias.
  • decisão foi unânime; o CNJ já determinou que magistrados afastados cautelarmente não recebem gratificações, mantendo apenas o salário de quarenta e quatro mil reais por mês.
  • em dois mil e vinte e cinco, Buzzi recebeu aproximadamente duzentos e cinquenta e seis mil reais com penduricalhos; sem os extras, o salário mensal fica em quarenta e quatro mil reais.
  • o afastamento é temporário e excepcional, impedindo uso do local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas; duas vítimas já foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça.
  • em carta aos colegas, o ministro afirmou que demonstrará a inocência; a defesa criticou a decisão, dizendo que estabelece um precedente arriscado.

O STJ afastou o ministro Marcos Buzzi de forma cautelar por acusações de importunação sexual. O tribunal decidiu, por unanimidade, pela suspensão do exercício do cargo. Buzzi apresentou atestado médico solicitando afastamento por 90 dias.

Antes da decisão, o ministro informou estar suspenso por questões médicas e comunicou o afastamento temporário. O atestado foi assinado por uma psiquiatra. A medida impede o uso de prerrogativas funcionais enquanto durar o afastamento.

Pagamento e impactos financeiros

Segundo o STJ, o afastamento é temporário e excepcional. Mesmo assim, Buzzi continua recebendo salário de R$ 44 mil por mês. Em 2025, teve períodos com pagamentos acima de R$ 100 mil, com picos de até R$ 260 mil em um único mês, com penduricalhos.

Processo e diligências

O CNJ já decidiu que magistrados afastados cautelarmente não recebem gratificações e auxílios. Duas vítimas apresentaram queixas, ouvidas pela Corregedoria Nacional da Justiça. Em nota, a corregedoria informou novas oitiva de possível vítima de fatos análogos.

Reação da defesa e próximos passos

A defesa de Buzzi criticou a decisão, afirmando que existe risco institucional e que o ministro já está afastado para tratamento médico. Em carta aos colegas, o ministro afirmou que demonstrará sua inocência durante o processo.

Contexto adicional

A vítima relatou que o ministro teria tentado agarrá-la em Balneário Camboriú, cidade em Santa Catarina, onde a jovem passava férias com a família de Buzzi. A Corregedoria segue apurando novos relatos e diligências.

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