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STM dá 10 dias para Bolsonaro apresentar defesa sobre perda de patente

Superior Tribunal Militar concede prazo de dez dias para defesa de Jair Bolsonaro em ação que pode resultar na perda da patente militar

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
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  • O Superior Tribunal Militar determinou um prazo de dez dias para o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentar defesa escrita no processo que pode levar à perda de sua patente militar.
  • Esta é a primeira fase do processo, após a representação do Ministério Público Militar entregue em três de fevereiro; após a defesa, o relator prepara o voto e submete à pauta de julgamento, sem prazo definido.
  • O Ministério Público pediu a perda de posto e patente de Bolsonaro e de quatro generais ligados ao que é visto como trama golpista; as ações tramitam separadamente.
  • O relator do caso é o tenente-brigadeiro Carlos de Aquino; a ministra revisora é Verônica Sterman, indicada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • O julgamento será no plenário do STM, com leitura do relatório e voto pelo relator, seguida de sustentações orais; a decisão final depende de recursos e pode levar meses ou anos, com a execução da perda ocorrendo apenas após esgotados todos os recursos.

O STM (Superior Tribunal Militar) abriu prazo de 10 dias para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentar defesa escrita no processo que pode levar à perda de sua patente militar. A fase inicial começou após a representação do Ministério Público Militar, recebida em 3 de fevereiro.

O Ministério Público Militar pediu a perda da posto e da patente de Bolsonaro e de quatro generais condenados na trama golpista. As ações tramitam de forma separada, e a decisão sobre cada caso depende de itens processuais distintos.

Avanços e próximos passos

O relator do processo de Bolsonaro é o tenente-brideiro Carlos de Aquino, indicado ao cargo em 2018. A ministra revisora é Verônica Sterman, anunciada recentemente por Lula para o STM. Não há prazo definido para o voto do relator.

O próximo passo envolve a preparação do voto pelo relator, seguido de inclusão da sessão de julgamento na pauta. O julgamento ocorrerá no plenário, com a participação de 15 ministros (10 militares e 5 civis). Advogados apontam que o caso é complexo e pode se estender por meses.

A pauta de julgamento envolve apenas a discussão da eventual incompatibilidade e indignidade para o officialato. Se a perda de patente ocorrer, ainda há etapas recursais, como embargos de nulidade ou infringentes, e possível recurso ao STF para questionar pontos da decisão.

Aspectos processuais

A Justiça Militar não analisa o mérito da condenação na trama golpista. O foco é verificar se houve violação de princípios da carreira militar. Caso haja trânsito em julgado, a execução da perda de posto ou patente fica a cargo do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica.

Paralelamente, os condenados continuam cumprindo custódia em instalações militares, como a Divisão do Exército no Rio de Janeiro, a Estação Rádio da Marinha e o Comando Militar do Planalto, em Brasília.

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