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Advogado de Trump pediu evidências de fraude eleitoral à inteligência dos EUA

Advogado de Trump pressionou empresa contratada pelo ODNI para buscar evidências de fraude em 2020; ODNI afirma não atuar na política e nega envolvimento

Puerto Rico votes in elections
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  • Um advogado ligado ao movimento Stop the Steal pediu à Mojave Research Inc. que buscasse evidências de fraude eleitoral relacionada à eleição de 2020, segundo fontes.
  • A Mojave, contratada pelo Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI) para analisar máquinas de voto em Porto Rico, concentrou-se em vulnerabilidades de segurança para futuras eleições, não em provas de fraude de 2020.
  • O presidente da Comissão Eleitoral de Porto Rico informou que as máquinas foram removidas e inspecionadas pelas autoridades em maio, após relatos públicos sobre falhas de segurança.
  • O ODNI disse que Olsen não participou do exame dos sistemas de votação eletrônica usados nas eleições de Porto Rico, embora não tenha contestado as interações dele com o assunto.
  • O contrato da Mojave com o ODNI foi encerrado em outubro; oficiais afirmaram que o objetivo da análise era fortalecer a infraestrutura eleitoral, não produzir provas de fraude para 2020.

O advogado de Donald Trump ligado ao movimento Stop the Steal pediu que um contratado da inteligência pesquisasse evidências de fraude eleitoral na eleição de 2020, segundo fontes. A iniciativa ocorreu durante o trabalho do Mojave Research Inc. contratado pelo Office of the Director of National Intelligence (ODNI) para avaliar vulnerabilidades de máquinas de votação usadas em Puerto Rico nas eleições de 2024. A contratação visava identificar falhas de segurança, não evidências de fraude.

Kurt Olsen, que já atuou no esforço do Stop the Steal e hoje atua como funcionário público temporário ligado à reavaliação da eleição de 2020, pressionou para ampliar o escopo da análise. Segundo fontes, Olsen insistiu para que a Mojave buscasse vulnerabilidades que pudessem sustentar acusações de irregularidades no pleito de 2020. A Mojave, com sede em Reston, Virginia, concentrou o estudo na segurança para eleições futuras, não em comprovação de fraude no passado, conforme apurado.

O ODNI informou que Olsen não participou da avaliação de sistemas eletrônicos de votação em Puerto Rico, mas reconheceu interlocuções dele sobre questões de segurança eleitoral. Em questão permanece o papel exato do advogado na cadeia de comunicação entre o governo e o contratante, já que ainda não há clareza sobre a extensão dessa participação e se houve influência direta nas ações da Mojave.

As máquinas analisadas foram removidas e inspecionadas por autoridades locais e federais em maio, após relatos públicos sobre problemas de segurança. O ODNI descreveu que a intervenção visou inspeções de vulnerabilidade, sem confirmar qualquer decisão de atuação consequente com base nos achados.

Contexto e desdobramentos

O episódio ocorre em meio a investigações federais onde o próprio Olsen figura como pessoa mencionada em documentos legais ligados a ações envolvendo a eleição de 2020. A família de autoridades consultadas ressalta que não há autorização para uso político de informações obtidas por agências de inteligência em questões domésticas.

O Mojave apresentou um relatório preliminar ao ODNI em julho com foco em fortalecer a infraestrutura eleitoral nacional, segundo fontes. O conteúdo completo não foi divulgado, e o ODNI não confirmou detalhadamente as conclusões, nem se pretende implementar imediatamente as propostas.

Jorge Rivera Rueda, presidente da Junta de Eleições de Puerto Rico, afirmou que o órgão coopera plenamente com investigações, sejam estaduais ou federais. O ODNI reiterou que o objetivo do trabalho não envolve envolver-se em política doméstica.

O que se sabe é que a relação entre Olsen e o ODNI é incomum para um funcionário voluntário, com participações antes da nomeação em discussões sobre segurança eleitoral, conforme fontes da apuração.

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