- PF entregou a Fachin material de Vorcaro citando Toffoli, abrindo ao menos três frentes de apuração.
- Toffoli levou o caso ao STF após pedido da defesa de Vorcaro; Vorcaro foi preso em novembro e solto dez dias depois.
- STF assumiu inquéritos; PF pediu operação contra Vorcaro e houve incidência de investigações envolvendo pessoas sem foro.
- Em quinze de janeiro, Toffoli criticou a PF pela condução da nova fase e prazo; a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal manifestou preocupação.
- Toffoli autorizou lacrar materiais, nomeou peritos da PF e houve desentendimento com a PF; o ministro viajou de jatinho com advogado de um investigado e manteve sigilo sobre parte do processo.
Dias Toffoli, ministro do STF, segue no centro de polêmicas sobre a investigação do Banco Master. A Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, material que cita Toffoli, ampliando frentes de apuração. O material vem de aparelhos ligados a Vorcaro.
Conforme apuração de colunistas, há conversas entre Toffoli e Vorcaro, revelando possível relação próxima entre eles. Além do proprietário do Master, outras pessoas com e sem foro de prerrogativa aparecem citadas no material.
A decisão de levar o caso ao STF foi tomada após pedido da defesa de Daniel Vorcaro. Vorcaro foi preso em novembro e solto dez dias depois, em investigação sobre fraudes envolvendo o Master e o BRB, tramitando na Justiça Federal de Brasília.
Histórico da viabilidade de foro
Na época, a PF não enxergou ligação com alguém com foro privilegiado. Ainda assim, Toffoli determinou a remessa de outros inquéritos ao STF. Uma segunda apuração, sem foro, também subiu ao Supremo, abrindo nova frente de investigação.
A PF havia pedido, ainda na primeira instância, uma operação contra Vorcaro, familiares e outros empresários ligados a fundos para lavar recursos. A expectativa era desviar recursos do Master para Vorcaro, segundo investigações.
Toffoli criticou, em 14 de janeiro, o desempenho da PF na nova fase da operação, questionando o prazo de 24 horas para deflagração. O diretor-geral Andrei Rodrigues foi acionado para esclarecer as decisões.
Reações e desdobramentos
A ADPF, três dias depois, manifestou preocupação com o andamento das investigações do Master. Delegados da PF contestaram decisões do ministro, elevando o tom do embate institucional.
Pouco depois, Toffoli ordenou lacrar o material apreendido e encaminhá-lo à PF. Em 15 de janeiro, nomeou quatro peritos da PF para analisar os bens apreendidos na PGR, aumentando a tensão entre as partes.
A associação de peritos classificou como problemática a transferência de material para outro órgão. A entidade reforçou que a perícia adequada é responsabilidade da PF, sob o Código de Processo Penal.
Viagem de Toffoli
Toffoli viajou de jatinho com um advogado de um investigado para Lima, no Peru, em 29 de novembro, para acompanhar a final da Libertadores. O voo envolveu o empresário Luiz Oswaldo Pastore e o advogado Augusto Arruda Botelho.
Logo após, o ministro decretou sigilo absoluto sobre parte da investigação. A medida gerou críticas, e Toffoli divulgou decisões, incluindo a acareação entre investigados no episódio Master-BRB.
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