- O representante Thomas Massie, republicano de Kentucky, acusou a procuradora-geral Pam Bondi de ocultar os nomes de associados poderosos do falecido financiador Jeffrey Epstein durante uma audiência no plenário da Câmara.
- Massie questionou por que o nome de Leslie Wexner foi redigido em um documento do FBI que listava co-conspiradores na investigação de tráfico sexual envolvendo Epstein.
- Bondi disse que o nome de Wexner apareceu em outros arquivos e que a Justiça desredigou o nome no documento em cerca de quarenta minutos após o alerta de Massie.
- A sessão aconteceu em meio a críticas de que o Departamento de Justiça tem feito numerosas redacções e não divulgado grande parte do material, mesmo com a lei federal exigindo a publicação da maior parte dos arquivos.
- O caso envolve o histórico de ligações entre Epstein e figuras ricas, com os parlamentares insistindo na transparência, enquanto Bondi defendeu a revisão acelerada do material por mais de quinhentos advogados da Justiça.
O debate em Washington girou em torno do acesso a arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein. Um parlamentar republicano acusou a Procuradoria-Geral Pam Bondi de ocultar nomes de associados influentes do financier, enquanto a comissão judiciária da Câmara questionava o tratamento dado aos documentos pela Justiça.
Massie, representante pelo Kentucky e líder da pressão pela divulgação, afirmou que houve falha massiva no cumprimento da lei. Questionou a redação do documento da FBI que citava potenciais co-conspiradores, incluindo o nome de Leslie Wexner, ex-CEO da Victoria’s Secret, entre os relevantes.
Bondi respondeu dizendo que o nome de Wexner apareceu em outros arquivos já disponibilizados pela pasta, e que o DOJ desredigizou a informação no documento em cerca de 40 minutos após a observação do congressista. Massie reagiu dizendo ter sido pego em falha flagrante.
Reclamações sobre Redações
Durante a audiência, parlamentares reclamaram de extensas redações e de informações não publicadas, apesar da lei que determina a liberação de quase todos os arquivos. O DOJ publicou, no fim do mês anterior, parte de mais de 3 milhões de páginas, acendendo o debate sobre ligações entre pessoas ricas e Epstein após sua condenação.
Contexto e Participação
Críticos destacam que as redacções parecem exceder as exceções previstas pela lei aprovada quase consensualmente, em novembro. A defesa argumenta que houve proteção de privilégios legais para determinados materiais.
Bondi também enfrentou críticas por supostas desavenças com a oposição durante a audiência. A procuradora afirmou que mais de 500 advogados do DOJ atuaram sob prazos comprimidos para revisar o grande volume de material, e que a identificação de vítimas foi acidental.
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