- O ministro Marco Buzzi recebeu rendimentos acima do teto do funcionalismo em todos os meses de 2025, que é de R$ 46.366,19.
- No último quadrimestre de 2025, o salário bruto sumou R$ 751 mil, resultando em mais de R$ 600 mil líquidos após descontos.
- O salário base era próximo de R$ 44 mil, mas houve acréscimos por direitos pessoais, indenizações e direitos eventuais, este último com os penduricalhos.
- Verbas retroativas, bônus natalinos e antecipação de férias foram os principais componentes que elevaram os valores, especialmente entre setembro e dezembro.
- A sindicância no STJ e o processo no CNJ podem levar à aposentadoria compulsória; Buzzi permanece afastado e sob investigação sigilosa no STF.
Marco Buzzi, ministro acusado de importunação sexual, teve ganhos brutos de aproximadamente R$ 751 mil no último quadrimestre de 2025, conforme levantamento sobre seus vencimentos. Mesmo com o teto do funcionalismo, de R$ 46.366,19, os pagamentos superaram esse valor em todos os meses de 2025, com o ápice no fim do ano.
Ao detalhar a composição da remuneração, o relatório aponta salário base de cerca de R$ 44 mil, direitos pessoais como abono de permanência, além de indenizações com vale alimentação e outros benefícios. O destaque fica com a rubrica de direitos eventuais, que engloba penduricalhos, bônus natalinos e férias.
Dados do CNJ indicam que as verbas retroativas foram concessionadas de forma a elevar consideravelmente o total. Em setembro, direitos eventuais ultrapassaram R$ 200 mil, com retroativos quase inteiramente responsáveis pelo montante. Em outubro e novembro, a retroatividade atingiu o teto, acrescido de gratificação de Natal.
No mês de dezembro, o conjunto de direitos eventuais somou R$ 87 mil, incluindo mais bônus de fim de ano, antecipação de férias e repetição de o teto como vantagem retroativa. A soma final do período gerou o valor líquido que ultrapassou os R$ 600 mil.
A análise interna do STJ acompanha a sindicância sobre as denúncias de importunação sexual envolvendo Buzzi. Se as apurações resultarem em condenação, a pena máxima prevista é a aposentadoria compulsória, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
Especialistas ouvidos destacam que, mesmo com eventual aposentadoria, o ministro manteria vencimentos significativos por tempo de serviço, o que levanta questionamentos sobre compatibilidade com a função pública. As análises cruzam com a renda bruta e o teto vigente.
Enquanto o STJ avança na apuração, o ministro permanece afastado do cargo e sob investigação em sigilo no STF, conforme informações oficiais. A tramitação envolve a apuração de possíveis desvios de conduta, com desdobramentos administrativos e criminais.
O caso envolve ainda a continuidade de Buzzi no ministério e a necessidade de decisões administrativas que possam impactar a trajetória funcional dele. Não houve, até o momento, confirmação de suspensão definitiva ou de novas medidas judiciais públicas.
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