- O lançamento da Reform Jewish Alliance (RJA), organização de membros judeus da Reform UK, ocorreu em Londres na Central synagogue, com cerca de 200 participantes.
- O fundador da RJA, Nigel Farage, afirmou que o grupo ajudaria o partido a mirar até 15 cadeiras no Parlamento.
- Ativistas do Na’amod interromperam o discurso, questionando a credibilidade de Farage e dizendo que políticas dele poderiam excluir refugiados judeus.
- Carla Bloom lembrou a história de perseguição de sua família e afirmou que seus antepassados lutaram contra o fascismo, justificando o protesto.
- Do lado de fora, membros da Jewish Bloc for Palestine protestaram contra acusações de racismo e antisemitismo envolvendo Farage, que negou as acusações.
O lançamento da Reform Jewish Alliance (RJA), uma organização de membros judeus do Reform UK, ocorreu na noite de terça-feira em uma sala de eventos da Congregação Central, em Londres. O objetivo declarado é fortalecer a atuação do partido em até 15 assentos parlamentares. O evento reuniu cerca de 200 pessoas.
Durante o discurso de Nigel Farage, ativistas judeus interromperam a apresentação para questionar políticas associadas a uma possível repressão de minorias. Os manifestantes atribuíram à RJA a intenção de usar o grupo como cobertura para perseguição de outros grupos.
Entre os jovens que protestaram, Carla Bloom destacou a história de sua família e afirmou que a luta contra o extremismo não pode retroceder. Farage reiterou que a base do país reside em princípios judeo-cristãos e salientou que criou a organização após conhecer a família de Emily Damari, uma britânica libertada em meio ao conflito com Hamas.
Os quebrem a fala pertenciam ao grupo Na’amod, que sustenta a ideia de que Farage estaria ligado a acusações de antisemitismo feitas por ex-colegas de colégio. Farage rejeita as acusações e defende a integridade de seu trabalho político.
Josh Cohen, que também participou da manifestação, declarou que as falas sobre judeus como imigrantes modelo seriam um movimento para marginalizar outras minorias. Segundo ele, a história familiar de fuga de perseguição guia a posição do grupo contra políticas que atinjam imigrantes e refugiados.
Pelas ruas adjacentes ao local, membros da pairedade Jewish Bloc for Palestine exibiam cartazes citando supostos comentários de Farage feitos a estudantes judeus da Dulwich College, usados como base para as denúncias de xenofobia. O ambiente manteve o tom de tensão entre grupos em torno do tema.
Entre os presentes, a participante Amy Kershenbaum afirmou que muitos não estariam no evento se as políticas da Reform fossem implementadas no passado. Ela relatou descontentamento com alegações contra Farage e reiterou a posição de que a comunidade não deve ser associada a políticas de exclusão.
Alan Mendoza, diretor executivo da Henry Jackson Society, apresentou Farage ao público e defendeu a integridade do líder político. Mendoza disse que há campanhas de difamação na imprensa e ressaltou a inexistência de antissemitismo na atuação de Farage.
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