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No 10, não soube de ligações do assessor com pedófilo ao receber título

Downing Street não sabia do apoio de Matthew Doyle a Sean Morton quando recebeu o peerage; Doyle é suspenso da linha do Labour e o caso é apurado

In a statement, Doyle said: ‘I want to apologise for my past association with Sean Morton. His offences were vile and I completely condemn the actions for which he was rightly convicted.’ Photograph: Imageplotter/Alamy
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  • Downing Street afirmou não saber, antes de conceder o peerage, que Matthew Doyle havia feito campanha em defesa de Sean Morton, crime associado a indecentes imagens de crianças.
  • Doyle, ex-chefe de comunicações de Keir Starmer, foi suspenso do Labour no Senado após ter apoiado Morton, que enfrentou acusações de possuir imagens impróprias de menores.
  • O peerage foi anunciado em 10 de dezembro; o Sunday Times afirmou que o Labour investigou Doyle ao manter apoio a Morton após as acusações.
  • A ministra da Educação, Georgia Gould, disse que o anúncio ocorreu em 10 de dezembro e que o primeiro-ministro revisou a decisão, mantendo o objetivo de padrões altos na vida pública.
  • Doyle pediu desculpas pela antiga associação com Morton; Anna Turley pediu a retirada do peerage, enquanto Gould citou a investigação em curso e a necessidade de mudanças no processo de avaliação para cargos no Parlamento.

Matthew Doyle, ex-chefe de comunicações de No 10, foi suspenso da The Labour whip no Parlamento Britânico após vir a público que ele apoiou um amigo acusado de possuir imagens indecentes de crianças. O anúncio da indicação de Doyle ao Peerage ocorreu em 10 de dezembro, quando ainda não havia registro de que Downing Street soubesse do apoio ao colega Sean Morton.

Segundo o Ministério da Educação, a Downing Street afirmou que não teve conhecimento prévio do apoio de Doyle a Morton antes da decisão de conceder o título. A ministra das Escolas, Georgia Gould, informou à Sky News que a publicação ocorreu em 10 de dezembro, destacando que o primeiro-ministro avaliou a situação novamente para manter padrões elevados na vida pública.

A pressão envolveu também o Labor, com o presidente do partido, Anna Turley, sugerindo a retirada do título de Doyle em tom crítico, enquanto Gould evitou reiterar esse pedido e citou uma investigação em curso sobre o caso. O ministro afirmou ainda que o processo de avaliação para indicar membros ao Parlamento precisa ser revisto.

Repercussões e desdobramentos

O Sunday Times informou que Doyle manteve apoio a Morton mesmo após ele ter sido indiciado em 2016. A reportagem descreve viagens de Doyle à Escócia para apoiar Morton, que concorreu como independente usando uma faixa com o slogan Re-elect Sean Morton. O episódio ocorre em meio a críticas que atingem também a figura de Peter Mandelson, indicado por Starmer para atuar como embaixador em Washington, dada a proximidade com Jeffrey Epstein.

Doyle, em nota, pediu desculpas pela associação passada com Morton, afirmando condenar as ações para as quais Morton foi condenado e expressando solidariedade às vítimas. Enquanto isso, Pamela Duncan-Glancy, MSP, teve o mandato suspenso pelo Labor Escócia após revelações sobre a amizade com Morton, abrindo nova frente de questionamentos sobre a rede de contatos dos seus membros.

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