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PT presidente critica partidarização do caso Master e defende autonomia do BC

Edinho Silva critica a partidarização do caso Master e defende debate sobre a autonomia do Banco Central, em meio à pressão por CPI e revisão do FGC

Presidente do partido, Edinho Silva, afirma que investigação das supostas fraudes do Master virou "luta política". (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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  • O presidente do PT, Edinho Silva, critica a “partidarização” das investigações sobre o caso Banco Master e defende abrir debate sobre a autonomia do Banco Central.
  • Parlamentares da base governista e da oposição pressionam pela criação de uma CPI ou CPMI para investigar a crise da liquidação da instituição; Câmara deve seguir a ordem cronológica dos pedidos, enquanto o Senado está em compasso de espera.
  • Edinho afirmou que a investigação precisa ocorrer, mas que não pode haver politização nem uso das apurações como instrumento político.
  • Além da crise do Master, o país estuda mudanças na autonomia do Banco Central, com a autarquia discutindo alterações nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
  • No governo anterior, o presidente Lula criticou o BC, mas, sob Gabriel Galípolo, adotou tom mais moderado; Lula disse confiar no trabalho dele e que o Brasil poderá agradecer.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, criticou a politização das investigações sobre o caso Banco Master e pediu um debate sobre a autonomia do Banco Central. Ele afirmou que é necessário apurar irregularidades, mas sem transformar a apuração em instrumento de batalha política.

Segundo Edinho, a investigaçao deve ocorrer de forma técnica e independente. A cobrança por uma CPI ou CPMI cresce no Congresso, mas há resistência de parte da cúpula sobre abrir novos pastos de investigação, segundo relatos de membros das duas casas.

Enquanto isso, o tema da autonomia do BC voltou a ganhar relevância. O governo pretende rever regras que afetam o funcionamento da autarquia, com foco em eventuais mudanças no Fundo Garantidor de Créditos, fortemente impactado pela liquidação do Master.

Perspectivas no Congresso e no governo

Parlamentares da base e da oposição defendem a criação de uma comissão para acompanhar a crise, enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que seguirá a ordem cronológica dos pedidos protocolados. No Senado, o tema permanece em compasso de espera.

Edinho destacou que reformas do sistema financeiro devem ser discutidas para alinhá-lo aos anseios da sociedade, desde que mantenha credibilidade e funcionamento estável. A fala ocorreu em meio a debates sobre eventual revisões regulatórias.

Desde o início do atual governo, Lula criticou medidas do BC, inclusive em tom de disputa política atribuída a ex-presidentes da autarquia. Com a posse de Gabriel Galípolo, o tom moderou-se, e o presidente afirmou confiança no trabalho do novo dirigente.

A atuação de Galípolo é observada como um marco para a condução da política monetária, especialmente diante de juros altos. Lula ressaltou que o Brasil deverá reconhecer a atuação do BC e que pode haver benefício futuro com a gestão atual.

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