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TJ de SP recorre contra decisão de Dino que suspendeu penduricalhos

TJ de São Paulo recorre de decisão do STF que suspendeu penduricalhos acima do teto; pede 60 dias para o Congresso adotar medidas

Prédio do TJ-SP (Tribunal da Justiça de São Paulo), na praça da Sé, em São Paulo
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  • O Tribunal de Justiça de São Paulo recorreu da decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que suspendeu o pagamento de penduricalhos acima do teto do funcionalismo público nos três Poderes.
  • O TJ afirmo que não cabe ao STF fixar regramento e pediu ao tribunal maior prazo para o Congresso adotar as medidas legislativas necessárias.
  • A decisão de Dino vale para benefícios criados sem lei específica, e ele fixou um prazo de 60 dias para os três Poderes avaliarem quais verbas são justificadas e suspender as demais.
  • O teto do funcionalismo hoje é de R$ 46,3 mil mensais; a controvérsia envolve remuneração de procuradores municipais do litoral de São Paulo questionada pela Justiça.
  • O TJ-SP sustenta que os honorários dos procuradores não são verba indenizatória da magistratura e que sua inclusão na decisão ampliaria indevidamente o objeto do controle constitucional.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) recorreu da decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que suspendeu o pagamento de penduricalhos acima do teto do funcionalismo nos três poderes. A medida foi tomada em fevereiro de 2026.

O TJ-SP sustenta que não cabe ao STF fixar regramento e solicita ao Supremo um prazo maior para que o Congresso prepare as medidas legislativas necessárias. O recurso questiona a abrangência da decisão.

A decisão de Dino vale para benefícios criados sem lei específica. Ele determinou um prazo de 60 dias para que os três Poderes avaliem quais verbas são justificadas e suspendam as demais sem base legal.

O teto do funcionalismo público está estabelecido em 46,3 mil reais mensais. A medida chegou em meio a uma ação que questiona a remuneração de procuradores municipais de cidades do litoral de São Paulo.

Para o TJ-SP, não há relação normativa entre os honorários de procuradores e as verbas indenizatórias da magistratura. A defesa argumenta que a inclusão de verbas na decisão amplia indevidamente o objeto do controle constitucional.

A posição do TJ-SP busca preservar a harmonia entre jurisdição constitucional, separação de poderes e segurança jurídica, levando em conta a estabilidade institucional e a viabilidade administrativa. Tribunal de Justiça de São Paulo.

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