- Fachin convocou reunião fechada entre ministros do STF para tratar do relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, e sobre possível suspeição no inquérito do Banco Master.
- No começo da manhã, Toffoli admitiu ser sócio da Maridt, com participação no resort Tayaya, em Ribeirão Claro (PR), cujas cotas teriam sido vendidas em 2021 ao Fundo Arllen e, em 2025, à empresa PHD Holding.
- O Fundo Arllen tinha investimentos de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também investigado por fraudes no mercado financeiro.
- Toffoli afirma que a participação na Maridt é legal, que as operações do resort foram declaradas à Receita Federal e que não recebeu dinheiro de Vorcaro ou de Zettel; o relatório da PF aponta pagamentos supostamente feitos em favor do ministro.
- Fachin já informou à Procuradoria-Geral da República sobre o teor do relatório; a PGR pode pedir a suspeição de Toffoli, apesar de o procurador-geral Paulo Gonet ter rejeitado pedidos semelhantes no passado.
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, convocou uma reunião fechada com os ministros nesta quinta-feira (12) para discutir o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin distribuiu o conteúdo aos colegas e informou a possibilidade de Toffoli ser alvo de suspeição no Inquérito do Banco Master. A sessão de julgamentos foi encerrada mais cedo, às 16h, para a reunião.
Pela manhã, Toffoli informou, em nota, ser sócio da Maridt, com cotas do resort Tayaya, em Ribeirão Claro (PR). Segundo ele, as cotas foram vendidas em 2021 ao Fundo Arllen e, em 2025, à empresa PHD Holding. O Arllen tinha investimentos de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também investigado.
Toffoli afirmou que sua participação na Maridt é legal e que todas as operações envolvendo o resort foram declaradas à Receita Federal sem restrições. Ele disse desconhecer o gestor do Arllen, negou amizade com Vorcaro e afirmou não ter recebido dinheiro dele ou de Zettel. O relatório da PF aponta pagamentos em favor de Toffoli.
Desdobramentos e encaminhamentos
A participação de Toffoli no caso aumentou a pressão na PF para afastá-lo do inquérito que apura fraude na venda de ativos sem lastro para o BRB e para o Master. No fim do ano passado, Toffoli avocou todas as investigações para o STF, ampliando o escopo de possíveis crimes envolvendo o banqueiro e o grupo.
Fachin informou à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o teor do relatório. A imprensa apurou que o documento é volumoso e traz revelações relevantes sobre Toffoli. A PGR pode pedir a suspeição do ministro, mesmo após o recuo do procurador-geral Paulo Gonet, que havia rejeitado pedidos anteriores.
Entre na conversa da comunidade