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Lobby de Tony Blair em petróleo reitera spin enganoso da indústria

Instituto ligado a Tony Blair defende mais petróleo no Mar do Norte, ignorando que renováveis já são mais baratas e reduzem faturas

A worker guides gas-drilling pipes on a rig.
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  • O Tony Blair Institute for Global Change (TBI) recomenda ampliar a produção de óleo e gás no Mar do Norte, substituindo parcialmente as renováveis, para atender à demanda de IA e manter a eletricidade, segundo o relatório.
  • O documento sustenta que a energia renovável é cara, defendendo menos investimentos em renováveis e mais exploração de combustíveis fósseis, apesar de evidências de queda de custos nesses setores.
  • Segundo dados citados, novos ventos onshore ficam em £72/MWh e solar em £65/MWh, com offshore em £91/MWh, valores menores que o custo de novas usinas a gás; a energia nuclear seria ainda mais cara.
  • Especialistas ouvidos destacam que aumentar a produção no Norte do Mar não reduziria o preço de eletricidade nem a dependência de gás, destacando que ventos ajudam a baixar preços e que a rede elétrica precisará de melhorias.
  • O relatório é cercado por controvérsias sobre financiamentos e ligações do TBI com interesses externos, incluindo doadores ligados à Arábia Saudita e a aliados de Donald Trump.

O Tony Blair Institute for Global Change (TBI) divulgou um relatório que defende ampliar a produção de petróleo e gás no Mar do Norte e reduzir o ritmo de expansão de renováveis. A publicação ocorre num momento de debate sobre a transição energética no Reino Unido e seus efeitos nas tarifas.

O relatório sustenta que é necessário manter a exploração de hidrocarbonetos para sustentar centros de dados alimentados por IA e reduzir custos. O documento minimiza ganhos da energia limpa e aponta para possíveis cortes tributários a companhias do setor.

Segundo o TBI, manter o petróleo em uso contribuiria para a segurança energética e para a estabilidade das contas públicas. O texto, porém, não detalha como seria possível alcançar esse equilíbrio sem elevar emissões no curto prazo.

Contexto e críticas

Analistas independentes ressaltam que novas usinas a gás elevam custos e emissões, enquanto a energia eólica e solar tornam-se mais baratas. Estudos indicam que o custo de geração renovável tem queda expressiva e que redes elétricas mais modernas são necessárias em qualquer cenário.

Especialistas de institutos de pesquisa destacam que ampliar a produção no North Sea não reduz significativamente o preço ao consumidor. Dados apontam que o mercado internacional de gás dita grande parte dos preços, com ou without exploração adicional.

Ativistas e organizações ambientais questionam a premissa de que manter mais produção de fósseis reduzirá tarifas. Eles apontam que a inflação de energia está associada a fatores de mercado e volatilidade, não apenas à oferta local.

O relatório também defende ajustes tributários para óleo e gás, enquanto autoridades públicas e pesquisadores discutem o papel das reformas regulatórias na remuneração de investimentos em energias limpas.

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