- Lula reuniu-se com o senador Rodrigo Pacheco por cerca de 30 minutos, reforçando o pedido para que concorra ao governo de Minas Gerais.
- Segundo aliados, Lula reiterou a competitividade de Pacheco e se colocou à disposição para viabilizar as condições políticas e partidárias para uma eventual candidatura.
- Pacheco afirmou ter gostado da conversa e disse que precisa amadurecer a decisão, mantendo indefinição; não comentou publicamente.
- Pacheco é visto como competitivo pelo perfil moderado e pela boa relação com prefeitos de diferentes partidos; o PT mantém oferecimento para fortalecê-lo na campanha de Lula, com ressalvas sobre alianças.
- A possibilidade de migração de Pacheco para o União Brasil é discutida; o PSD enfrenta reorganização interna em Minas e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, figura entre os apoiadores do movimento.
Em resposta ao desejo de manter candidato competitivo em Minas Gerais, o presidente Lula se reuniu nesta quarta-feira com Rodrigo Pacheco, senador pelo PSD-MG, por cerca de 30 minutos. O objetivo, segundo aliados, foi reforçar a viabilidade de uma candidatura apoiada pela aliança governista.
Na conversa, Lula afirmou a disposição de viabilizar condições políticas e partidárias para uma eventual disputa ao governo mineiro. O senador, por sua vez, disse ter gostado do encontro, mas manteve a indefinição, apontando a necessidade de amadurecer a decisão.
Pacheco é visto como figura competitiva por seu perfil moderado e pela boa relação com prefeitos de diferentes partidos. Lula e o PT de Minas defendem sua indicação para reforçar a campanha à reeleição, embora o senador tenha deixado claro que só avançará com uma ampla aliança de centro.
Mudanças partidárias em Minas
Agora, a situação envolve a possível migração de Pacheco para o União Brasil, após o PSD passar a abrigar o vice-governador Matheus Simões, apoiado pelo governador Romeu Zema. Conversas com a legenda, liderada por Antônio de Rueda, ocorrem desde janeiro.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que Minas é estratégica para a eleição presidencial, aumentando a pressão para que Pacheco aceite a candidatura ou que surjam cenários alternativos. O tema segue sob análise, sem decisão anunciada.
A reorganização interna do União Brasil em Minas também está em curso. O comando estadual pode ficar com o deputado Rodrigo de Castro, aliado próximo de Pacheco, o que amplia o espaço para uma eventual candidatura ou para reforçar a bancada no Congresso.
Cenários e recortes
Segundo aliados, o próprio Pacheco chegou a sinalizar o desejo de consultar a base antes de qualquer decisão definitiva. Em conversas recentes, o senador também teria indicado a possibilidade de permanecer no PSD se não houver acordo amplo.
A cúpula petista avalia, ainda, que a permanência de Pacheco no PSD ficou inviável diante da aliança com o União Brasil; a dúvida central é se a mudança realmente ocorrerá ou se as conversas não se concretizam. Outras hipóteses também são discutidas pelos partidos da aliança.
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