- O ministro Dias Toffoli deixou, em 12 de fevereiro de 2026, a relatoria do caso do Banco Master após deliberação dos demais ministros do STF.
- Toffoli confirmou integrar o quadro societário da Maridt Participações, empresa da família dele, cuja administração é feita por parentes, configuração que, segundo o ministro, é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura.
- A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e vendeu sua participação em 2021 a fundos administrados pela Reag Investimentos, com conclusão da venda em fevereiro de 2025.
- A Reag Investimentos, gestora ligada ao Banco Master, foi liquidada pelo Banco Central em janeiro, sob investigação da Operação Compliance Zero por suspeitas de uso de fundos para fraudes e lavagem de dinheiro.
- Há relatos de menções a Toffoli em conversas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apreendido na operação; Toffoli informou que não há suspeição e que não mantém relação pessoal ou financeira com Vorcaro.
O ministro Dias Toffoli, do STF, deixou nesta quinta-feira a relatoria do caso Banco Master após deliberação dos colegas. Em nota, Toffoli afirma que integra o quadro societário da Maridt Participações, porém a administração é feita por parentes — condição permitida pela Lei Orgânica da Magistratura.
A relação envolve a Maridt, a Reag Investimentos e o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A Maridt integrou o grupo que possuía Tayayá e vendeu cotas entre 2021 e 2025, operações realizadas por meio de fundos ligados à Reag.
A atuação da Polícia Federal na investigação envolve a Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Banco Master e resultou na liquidação da instituição pelo BC. O celular de um dos empresários investigados traz menções a Toffoli.
O que diz Toffoli
Toffoli admite ser sócio da Maridt, mas sustenta que a administração é exercida por familiares e que isso não configura nulidade. Segundo o ministro, a natureza da empresa — sociedade anônima de capital fechado — explica a ausência de registro público de seu nome.
O gabinete do ministro afirma que a Maridt é empresa familiar, com registro na Junta Comercial e declarações à Receita Federal. Segundo a nota, todas as informações da empresa e de seus acionistas foram aprovadas regularmente.
Reag e desdobramentos
A Reag Investimentos, fundada por João Carlos Mansur, foi ligada a operações que envolvem fundos geridos pela própria Reag e, indiretamente, ao Banco Master. A liquidação da Reag ocorreu no início de janeiro, após investigações da PF na Compliance Zero.
Polícia Federal também apura outros desdobramentos da Rede Reag, incluindo operações associadas a fundos usados para fins possivelmente irregulars. Os investigadores citam envolvimento de gestores e ex-diretores em esquemas ligados a fraudes.
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