- Separatistas em Alberta intensificam uma campanha de petições para acionar um referendo de independência na província, com meta de aproximadamente 177 mil assinaturas até 2 de maio.
- Um referendo conduzido por cidadãos pode abrir caminho para a independência, mesmo que seja improvável que Alberta se torne um país; a iniciativa desafia posições do governo federal em meio a tarifas dos EUA.
- Ativistas dizem ter se encontrado com autoridades da administração Trump em janeiro para entender a possível resposta dos EUA à independência de Alberta; eles também discutem um oleoduto para os Estados Unidos.
- Pesquisas apontam que cerca de 19% dos albertanos apoiam a ideia de independência, enquanto 71% preferem manter o Canadá unido; parte significativa da população permanece em cima do muro.
- O governo de Alberta, liderado pela primeira ministra Danielle Smith, flexibilizou requisitos de assinaturas para referendos; o tema enfrenta ainda obstáculos legais e políticos para se tornar viável.
Separatistas de Alberta intensificam campanha para um referendo sobre independência, visando coletar assinaturas suficientes para acionar a votação. A mobilização envolve voluntários que pretendem alcançar 177 mil assinaturas, o equivalente a 10% dos eleitores registrados da província, até 2 de maio.
A iniciativa ocorre em meio a críticas ao governo federal e ao papel de Ottawa na economia local, especialmente no setor de energia. Albertinos dizem que a província é prejudicada pelas políticas nacionais, o que alimenta o desejo de autonomia.
Em High River, moradores passaram pela cashagem para assinar o abaixo-assinado. A campanha reforça a presença do grupo Alberta Prosperity Project, que defende a independência e informou ter se reunido com autoridades de Washington em janeiro para sondar a resposta dos EUA.
Panorama político e apoio local
O movimento sustenta que Alberta, grande produtor de petróleo, poderia ter governança mais próxima de suas necessidades, sem recorrer à secessão imediata. Líderes do grupo afirmam não buscar a formação de Estado, mas uma Alberta soberana dentro de uma relação mais flexível com o Canadá.
O governo de Alberta, liderado pela premiê Danielle Smith, já alterou regras para facilitar referendos apoiados por cidadãos. A administração afirma apoiar um Alberta forte e soberano, desde que em moldes dentro de uma federação estável.
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