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Toffoli abandona caso Master em troca de apoio no STF e preservação de provas

Toffoli abre mão da relatoria do caso Master em troca de apoio entre ministros e preservação de provas, tentando evitar nova mancha ao STF

Toffoli deixa relatoria do inquérito que investiga o Banco Master. Em nota conjunta, ministros do STF defenderam o colega. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O ministro Dias Toffoli abriu mão da relatoria do caso Master após reunião entre ministros do STF; o novo relator será André Mendonça.
  • A demissão da relatoria visa manter a imagem do STF e evitar suspeita de parcialidade, diante de mensagens entre Vorcaro e Toffoli e de pagamentos mencionados.
  • A Polícia Federal aponta indícios de crime na conduta de Toffoli em relatório entregue ao presidente do STF; para abrir investigação formal, é necessária autorização da PGR e da Corte.
  • Toffoli afirmou em nota não ter relação íntima com Vorcaro nem recebido valores; o afastamento ocorreu após pressão interna e avaliação de risco de parcialidade.
  • O caso envolve a relação de Toffoli com Vorcaro, a empresa Maridt e a participação em negócios relacionados ao Master, com implicações para depoimentos e diligências já autorizadas pelo ministro.

Após reuniões entre os ministros do STF, Dias Toffoli abriu mão da condução das investigações sobre o caso Master. A decisão ocorreu após avaliações internas sobre suspeição e a necessidade de preservar a imagem da Corte. O novo relator será André Mendonça.

A mudança ocorreu dias depois de surgirem mensagens entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, com menções a pagamentos. Os ministros entenderam que não haveria impedimento, mas optaram pela substituição para manter a lisura do processo.

A saída de Toffoli do caso visa evitar desgaste institucional e evitar que a investigação seja alvo de dúvidas sobre parcialidade. A decisão foi comunicada pela nota conjunta da Corte, após duas reuniões entre Fachin e os demais ministros.

PF aponta indícios de crime

A Polícia Federal anexou ao relatório enviado a Fachin a possibilidade de indícios de crime na conduta de Toffoli. O documento cita o artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura para remeter o caso ao órgão competente para eventual inquérito.

Caso haja confirmação, a investigação não se restringiria a afastar Toffoli; seria necessária abertura formal de investigação contra ele, procedimento ainda inédito no STF. A PGR passa a ter o papel de abrir ou não o inquérito, conforme autorização do STF.

O relatório também descreve a relação do ministro com Vorcaro, incluindo contatos diretos e a participação de uma empresa do ministro em operações ligadas a fundos. Toffoli afirmou, em nota, que nunca teve relação de amizade com Vorcaro nem recebeu valores.

Nota do gabinete de Toffoli

A defesa sustenta que a empresa Maridt, ligada ao ministro, foi devidamente declarada à Receita Federal e não envolve atos de gestão. O texto afirma que a participação foi encerrada em 2025 e que não houve relação de amizade com Vorcaro nem recebimento de valores. A nota foi anexada aos autos pelo gabinete do ministro antes do afastamento.

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