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PGR defende arquivamento de inquérito contra Zambelli por coação e obstrução

PGR defende arquivamento de inquérito contra Carla Zambelli por coação e obstrução, apontando que condutas ficaram apenas na retórica e sem atos concretos

A ex-deputada Carla Zambelli. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
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  • A PGR enviou ao Supremo Tribunal Federal parecer recomendando o arquivamento do inquérito contra Carla Zambelli por coação e obstrução.
  • O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o material não demonstra a concretização das suspeitas; as condutas ficaram no nível da retórica.
  • A investigação identificou declarações públicas e conteúdos nas redes sociais que sugeriam atuação fora do país, mas não houve ações práticas comprovadas.
  • O inquérito teve início após Zambelli deixar o Brasil em junho de 2025 e ser condenada pelo STF no caso da invasão a sistema do Conselho Nacional de Justiça; a PF analisou publicações e transferências, consideradas políticas e sem efeito sobre processos.
  • A PGR ressaltou que novas diligências provavelmente não mudariam o quadro, mantendo a possibilidade de reavaliação se surgirem novas evidências; Zambelli segue presa na Itália, aguardando decisão de extradição.

A Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um parecer que recomenda o arquivamento do inquérito contra a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). A investigação apura tentativa de interferir em processos e inquéritos na Corte. O parecer foi apresentado na quinta-feira, 12.

O procurador-geral Paulo Gonet afirma que o material reunido não demonstra a concretização das suspeitas. Segundo ele, Zambelli fez declarações públicas e divulgou conteúdos mostrando apoio externo, mas as apurações não encontraram ações práticas correspondentes.

A investigação teve início após a fuga de Zambelli do Brasil em junho de 2025, pouco depois de condenação pelo STF no caso da invasão a um sistema do Conselho Nacional de Justiça. Entre as diligências, a Polícia Federal analisou publicações e transferências financeiras vinculadas à deputada.

Conforme o parecer, as mensagens apresentadas tinham tom político e crítico, mas não resultaram em impactos sobre processos judiciais. As doações via Pix vieram principalmente de apoiadores ligados à campanha da investigada.

O documento sustenta que o que foi identificado se restringe a discursos públicos, sugerindo que o possível projeto delituoso permaneceu no nível da retórica. A PGR aponta pouca perspectiva de mudança com novas diligências e recomenda o arquivamento, sem prejuízo de reanálise caso surjam novas evidências.

Zambelli continua presa na Itália desde julho do ano passado, aguardando decisão da Justiça local sobre extradição solicitada pelo Brasil após a condenação no STF.

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