- Jilmar Tatto, deputado e integrante da comissão executiva do PT, disse à CartaCapital que não existe espaço para o centro na política brasileira, cabendo Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) como principais candidatos.
- Ele aposta que o centrão tende a desidratar e que Lula deve crescer nas pesquisas a partir da campanha, por meio de alianças e realizações do governo.
- Tatto reforçou a importância de aprovar no Congresso o fim da jornada de trabalho 6×1 e sugeriu que o mote da campanha seja o combate a privilégios e a defesa da distribuição de renda.
- A pesquisa Quaest aponta Lula na liderança em todos os cenários, embora a vantagem sobre Flávio tenha diminuído em relação à rodada anterior.
- Em janeiro, a liderança de Lula no primeiro turno variava entre sete e dezessete pontos, agora fica entre quatro e oito; no segundo turno, a diferença caiu de sete para cinco pontos.
A disputa pela Presidência tende a ficar entre Lula e Flávio Bolsonaro, aponta Jilmar Tatto. O dirigente da Comissão Executiva Nacional do PT afirmou, em entrevista à CartaCapital, que não surpreende o crescimento do candidato do PL nas pesquisas. Segundo ele, o centrão não terá espaço relevante no cenário brasileiro.
Tatto afirmou que o “centro” tende a desabar e que a maioria desse campo deverá apoiar Lula em outubro, caso haja reeleição do atual presidente. O deputado destacou que a campanha de Lula precisa ganhar fôlego a partir de alianças políticas e das realizações do governo.
Ele ainda citou a necessidade de pautas que combatam privilégios e promovam distribuição de renda, com foco na mobilização de propostas como a redução de jornadas de trabalho e o fim de privilégios de setores específicos. A leitura é de que tais temas devem nortear a atuação da campanha.
Perspectivas segundo a pesquisa Quaest
Uma pesquisa Quaest divulgada recentemente mostra Lula liderando cenários de primeiro e segundo turnos, mas com queda na vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Em janeiro, a diferença variou entre 7 e 17 pontos; agora oscila entre 4 e 8 pontos no primeiro turno.
Na simulação de segundo turno, Lula mantém a dianteira, mas a distância para Flávio encolhe de 7 para 5 pontos percentuais. Os dados refletem uma dinâmica mais concorrida entre os dois nomes, sem considerar mudanças abruptas de cenário.
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