- Tereza Cristina afirmou que a nota de apoio a Dias Toffoli divulgada pela Federação União Progressista não foi debatida com a bancada do PP no Senado e não representa a posição do grupo.
- A nota foi assinada por cinco dos oito senadores do PP: Tereza Cristina, Hiran Gonçalves, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinze e Margareth Buzetti.
- Não assinaram Daniella Ribeiro, Laércio Oliveira nem o presidente do PP, Ciro Nogueira.
- A Federação União Progressista disse ter confiança na integridade de Toffoli e avaliou que atacar o ministro compromete os pilares do sistema democrático.
- O comunicado saiu após vazamentos de diálogos da reunião no STF relacionados ao caso Master, que resultaram na saída de Toffoli da relatoria da investigação da Polícia Federal.
O movimento interno do PP ganhou contornos de desentendimento após a divulgação de uma nota de apoio ao ministro Dias Toffoli do STF, ligada à investigação do caso Master. A manifestação ocorreu após Ciro Nogueira e Antônio Rueda emitirem o documento em nome da federação União Progressista.
A nota foi assinada por cinco dos oito senadores da bancada do PP: Tereza Cristina, Dr. Hiran, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinze e Margareth Buzetti. O texto afirma confiança na integridade de Toffoli e sustenta que atacar o ministro prejudica as instituições.
A bancada do PP no Senado informou que a posição não foi discutida previamente nem contou com anuência oficial da maioria da bancada, não sendo representativa de todos os senadores do partido. Dois senadores nordestinos, Daniella Ribeiro e Laércio Oliveira, não assinaram o documento, assim como Ciro Nogueira.
Acompanhamento e contextos
Ciro Nogueira e Antônio Rueda divulgaram a nota em defesa de Toffoli em meio a rumores sobre o desfecho de uma reunião do STF que resultou na saída do ministro da relatoria do caso Master. A circulação do conteúdo ocorreu após diálogos vazados envolvendo o STF.
Segundo relatos, o objetivo da nota era sustentar a atuação de Toffoli e evitar narrativas que possam questionar o ministro ou o funcionamento do Judiciário. A defesa se direcionou à importância de preservar a imagem institucional diante das investigações em curso.
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