- O fundo Leal investiu um total de R$ 35 milhões no resort Tayayá, participação ligada à Maridt S.A. (empresa de Dias Toffoli), por meio do FIP Arleen.
- Em 27 de setembro de 2021, o Arleen tornou-se sócio da Tayayá Administração e da DGEP Empreendimentos, adquirindo parte do capital social da Maridt S.A. e, consequentemente, do resort.
- Os extratos mostram aportes de 28 de outubro de 2021 e 3 de novembro de 2021: Zettel aplicou R$ 15 milhões e R$ 5 milhões no fundo Leal; o Leal transferiu R$ 14,81 milhões e R$ 4,94 milhões ao FIP Arleen.
- Em 2024 e 2025 surgem cobranças sobre os repasses: Zettel chegou a enviar uma lista de pagamentos a Vorcaro e, em julho de 2024, houve aporte de R$ 15 milhões; em fevereiro de 2025, o Leal transferiu outros R$ 14,52 milhões.
- Toffoli negou ter recebido pagamentos diretos de Vorcaro; o ministro afirmou que a Maridt recebia dividendos e que não atuava como administrador, enquanto o caso Master no STF foi redistribuído para o ministro André Mendonça.
No jornal Sucede, novas informações indicam que um fundo de investimentos usado pelo empresário Daniel Vorcaro investiu no resort Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli. Extratos mostraram aportes totalizando R$ 35 milhões no empreendimento, conforme apurado pelo Estadão e divulgado neste domingo.
Os dados reforçam mensagens apreendidas pela Polícia Federal em que Vorcaro solicitava ao cunhado, Fabiano Zettel, aportes milionários no negócio. As datas coincidem com a época de formação da sociedade entre o fundo Leal e a empresa do ministro.
Zettel, pastor da Igreja Batista da Lagoinha e marido da irmã de Vorcaro, era o único cotista do fundo Leal, administrado pela Reag Investimentos. O Leal é o único cotista do FIP Arleen, usado para comprar a participação da família Toffoli no Tayayá, no Paraná.
Detalhes do investimento e da operação
No dia 27 de setembro de 2021, o Arleen tornou-se sócio da Tayaya Administração e da DGEP Empreendimentos, gestora e incorporadora dos terrenos onde ficou o Tayayá. Nessa data, o fundo adquiriu parte da participação da Maridt S.A., ligada a Toffoli, em duas empresas ligadas ao resort.
O aporte correspondia a R$ 3,3 milhões em capital social, parte do valor envolvido no controle do empreendimento, que hoje excede R$ 200 milhões de avaliação. O investimento do fundo ampliou a participação da família no Tayayá por meio da gestora e da incorporadora.
Extratos e movimentações
Os extratos revelam aportes de R$ 20 milhões em 2021 e R$ 15 milhões em 2025, distribuídos entre Zettel e o Leal. Em outubro e novembro de 2021, Zettel aportou R$ 15 milhões e R$ 5 milhões; o Leal, por sua vez, aplicou valores equivalentes no Arleen.
Embora o pastor tenha declarado ter deixado o fundo em 2022, mensagens trocadas com Vorcaro indicam que ele continuou investindo no Tayayá por meio do Leal após esse período. Em maio de 2024, Vorcaro cobrou novos repasses, recebidos por Zettel conforme lista de pagamentos.
Repercussões recentes e posicionamento
Em agosto de 2024, novas cobranças foram registradas. Zettel indicou que os recursos teriam sido transferidos ao intermediário para efetivar o pagamento, mas o aporte final dependeria de terceiros. Vorcaro solicitou transparência dos aportes já realizados.
Até o momento, Toffoli e a defesa de Vorcaro não se manifestaram sobre as informações publicadas. Em nota divulgada pelo STF, Toffoli confirmou ter recebido dividendos da Maridt, negando, contudo, recebimento de pagamentos diretos de Vorcaro. O caso envolve ainda a redistribuição de ações no Master, hoje com o ministro André Mendonça à frente como relator.
Entre na conversa da comunidade