- Um desfile de carnaval no Rio de Janeiro une Lula a uma escola de samba, Academicos de Niteroi, que contará a vida do presidente e da mãe dele.
- Partidos de oposição dizem que a homenagem configura campanha antecipada ilegal e movem ações judiciais.
- A maioria das ações já foi rejeitada pelos tribunais; uma ainda está pendente.
- A equipe de Lula adotou precauções para evitar violações eleitorais, como ministros ficarem sentados, não participarem do desfile e não usar recursos públicos para viagens.
- Lula não fará pronunciamento durante o evento; a participação da primeira-dama ainda é analisada.
Quando soube que a escola de samba Acadêmicos de Niterói iria guiar o desfile deste ano com a história de sua vida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou e sorriu ao receber a bandeira da escola. O momento ocorreu em Brasília, segundo apuração da Reuters, antes da festa no Rio de Janeiro.
A homenagem aos momento de vida de Lula tem provocado reação de oposicionistas. Eles afirmam que o enredo configura campanha antecipada ilegal para a eleição de outubro. A maior parte das ações foi rejeitada pelos tribunais.
Até agora, apenas uma ação permanece em curso. Tribunais já negaram pedidos para impedir o desfile ou bloquear recursos públicos destinados à escola. A defesa afirma que o financiamento não depende de escolhas artísticas.
Lula ficou conhecido por não falar durante o desfile. A equipe dele disse que a ideia é acompanhar a apresentação sem participação direta do presidente. A primeira-dama, Rosangela da Silva, está sob avaliação para participar.
De acordo com a assessoria, ministros presentes devem ficar na plateia, sem se manifestar publicamente ou usar recursos públicos para deslocamentos. Não haverá fala pública de Lula durante o evento.
O enfoque é nas trajetórias de vida do presidente e da mãe dele, Dona Lindu, conforme o enredo. Os organizadores afirmam que o objetivo é contar uma história de superação, sem destacar ações de governo.
A controvérsia envolve também o uso de recursos públicos pela Apuração de pagamentos à escola. Advogados do governo sustenta que o repasse é padrão para as escolas de samba oficiais, sem relação com o conteúdo artístico.
Ressalta-se que Lula já esteve em desfiles de carnaval de Rio, mas não é comum a participação de chefes de Estado. O episódio já alimentou debates sobre política no período pré-eleitoral.
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