- Lula sinalizou a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Barroso no STF, alvo de atritos no Senado.
- A aposta envolve a saída de Dias Toffoli do tribunal e uma possível reacomodação entre STF, Senado e a política de Minas Gerais.
- O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, é visto como opção que ajudaria a destravar pautas do governo caso tenha vaga no STF.
- Se Toffoli deixar o tribunal, o STF pode ter duas vagas abertas, facilitando encaixes de Messias e Pacheco.
- A crise ganhou repercussão após relatório da Polícia Federal sobre Toffoli e uma reunião do STF em que se tentou conter a crise, com desdobramentos ainda incertos.
O grupo ligado a Lula avalia a possibilidade de indicar o ministro Dias Toffoli para o STF, visando destravar pontos da agenda do governo. A estratégia envolve o Supremo, o Senado e movimentos em Minas Gerais, segundo fontes próximas ao Planalto. A ideia é abrir espaço no tribunal com uma eventual vacância.
Lula não esconde ressentimentos com Toffoli desde 2019, quando o presidente considerou humilhantes decisões ligadas à morte do irmão. O ministro já havia tentado se desculpar, mas as tentativas não teriam surtido efeito no presidente. Ao longo de 2020, Toffoli e Bolsonaro também tiveram aproximações que causaram atritos entre o governo e o STF.
A aposentadoria de Luis Roberto Barroso, prevista para outubro, intensificou as articulações. O governo já sinalizou a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para o lugar, o que gerou descontentamento no Senado, especialmente com o presidente Davi Alcolumbre, que defende a indicação de Rodrigo Pacheco.
Cenário político e desdobramentos
No Senado, a oposição de Alcolumbre tem freado pautas do governo, mantendo Lula sob pressão. A atualização envolve também Toffoli, que, segundo relatos, teriam confrontado a Polícia Federal recentemente no caso Master, elevando a tensão institucional. A crise envolve autoridades dos três poderes.
Os analistas consideram que, se Toffoli deixar o cargo, o STF abriria duas vagas, o que facilitaria acomodar Messias e Pacheco. A medida seria vista como um movimento para destravar a pauta do governo e permitir uma reconfiguração estratégica no âmbito federal.
Pacheco é visto como candidato de interesse de Lula para Minas Gerais, estado-chave na eleição presidencial. No entanto, as pesquisas indicam alta rejeição e cobertura complexa para um nome competitivo do senador, que poderia representar uma saída para a polarização mineira.
Para que Toffoli se afaste de Brasília, fontes do Planalto mencionam a necessidade de novos vazamentos que reforcem a narrativa de uma saída necessária para preservar a imagem da corte. O cenário permanece sujeito a mudanças conforme o andamento das negociações.
No plano institucional, o esforço envolve manter a operação em curso sem gerar rupturas. Embora haja viabilidade de tempo e espaço para ajustes, a complexidade de aposentadorias e indicações pode exigir coordenação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
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