- Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, morreu aos 83 anos neste domingo, após enfrentar câncer.
- Ele comandou o PCdoB entre 2001 e 2015 e deixou a legenda sob a liderança de Luciana Santos, que já ocupou o cargo e hoje é ministra da Ciência e Tecnologia.
- Rabelo atuou na militância política por mais de seis décadas, incluindo cargos na União Nacional dos Estudantes e participação na Ação Popular (AP).
- O militante ajudou a integrar a AP ao PCdoB em 1973 e foi um dos articuladores da Frente Brasil Popular que apoiou a candidatura de Lula em 1989.
- Lula manifestou pesar pela perda, reconhecendo a parceria em momentos-chave da história recente, como as greves do ABC e as campanhas presidenciais.
O dirigente Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, morreu aos 83 anos. A causa foi um câncer em evolução, conforme nota oficial do partido. A morte ocorreu na manhã deste domingo.
O PCdoB informou que Rabelo foi um dos seus principais dirigentes ao longo de mais de seis décadas de militância. Ele presidiu a sigla entre 2001 e 2015 e dedicou-se à saúde nos últimos três anos, sem abandonar as atividades partidárias.
Rabelo deixa a esposa Conceição Leiro Vilan e os filhos André e Nina. Em nota, o PCdoB destacou o impacto de sua atuação na história do partido e na esquerda brasileira, com menção à participação em lutas históricas.
Trajetória e atuação
Rabelo atuou como vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) e enfrentou a repressão durante a ditadura militar. O militante integrou a Ação Popular (AP) e ajudou a incorporar a AP ao PCdoB em 1973, segundo o partido.
Foi articulador político do PCdoB na formação da Frente Brasil Popular, coalizão com PT e PSB, que levou Lula à primeira candidatura presidencial em 1989. A parceria histórica culminou com a vitória de Lula em 2002.
Rabelo deixou a direção da legenda ao apoiar a deputada Luciana Santos para a presidência do PCdoB, cargo que ela ocupou até se licenciar. Atualmente, o comando do partido está com Nádia Campeão. Lula lamentou a morte e relembrou trabalhos conjuntos nas greves do ABC e nas campanhas de 2002.
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