- O ministro do STF André Mendonça afirmou, em culto em São Paulo, que os lucros do Instituto Iter vão para dízimo, obras sociais e educação, anunciado no dia 8 pelas redes sociais.
- Mendonça, que também é pastor, explicou que 10% dos lucros serão destinados ao dízimo e 90% a obras sociais e educação, sem uso pessoal dos recursos.
- O anúncio ocorre em meio a debates no STF sobre ética e rendimentos de ministros vinculados a empresas, tema que envolve a participação societária de membros da Corte.
- Em seu discurso, o ministro disse que o compromisso é testemunhar à sociedade que um servo de Deus abre mão de tesouros na Terra para juntar tesouros no céu.
- O contexto envolve ainda a relação entre atividades do STF e a gestão de casos como o do Banco Master, com Mendonça tendo assumido a relatoria após decisão de Toffoli.
O ministro do STF André Mendonça anunciou, pelo Instagram, que os lucros e dividendos da sua empresa Instituto Iter serão destinados a dízimo, obras sociais e ações educacionais. O anúncio ocorreu durante um culto dominical na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, no dia 8.
Segundo Mendonça, ele e a esposa decidiram separar 10% dos lucros para o dízimo e direcionar 90% para projetos sociais e educação. Ele afirmou que nada desse dinheiro será apropriado pela família e que a decisão está ligada ao seu papel de pastor.
O tema chega em meio a debates sobre ética no STF, com foco em rendimentos de ministros por meio de empresas. A Lei Orgânica da Magistratura permite que juízes sejam acionistas, mas não gestores, de empresas. Dados recentes indicam que nove dos dez ministros têm familiares envolvidos em negócios.
No mesmo contexto, o caso conhecido como Master ganhou destaque após mudanças de relatoria. Dias Toffoli se afastou da análise de um inquérito referente à Maridt, empresa de sua sociedade, após reportagens sobre ativos relevantes. Mendonça assumiu a relatoria por sorteio.
Mendonça comentou que ficou triste com publicações sobre o Iter e citou o cuidado com a imagem pública diante da sociedade. Afirmou que o compromisso é testemunhar a igreja e que as tendas que receberá virão do salário do STF e de sua atuação como professor, com o altar representando esse gesto.
O ministro relembrou a trajetória do Iter, iniciada após o mestrado na Espanha, em 2013, com o objetivo de capacitar gestores públicos. A organização se estruturou após sua entrada no STF, em 2021, segundo ele, e hoje envolve atuação acadêmica e educacional.
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