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Merz apoia limites de redes sociais para crianças na Alemanha

Merz apoia limites obrigatórios ao acesso de crianças às redes sociais, citando danos da desinformação e da manipulação online e debate por proibição até os 16 anos

German Chancellor Friedrich Merz speaks at the Christian Democratic Union (CDU) party's rally, during the party's traditional Ash Wednesday meeting, in Trier, Germany, February 18, 2026.
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  • O chanceler Friedrich Merz apoiou o debate sobre limites de acesso de crianças a plataformas de redes sociais, citando evidências de danos causados pela disseminação de notícias falsas e manipulação online.
  • Ele afirmou que é necessário impor limites compulsórios, destacando que 14‑anos passam em média cinco horas e meia por dia online.
  • A Conferência Nacional do CDU deve discutir uma moção que propõe proibir o acesso de crianças com menos de 16 anos a plataformas como TikTok e Instagram.
  • As cobranças por restrições também são feitas pelos correligionários social‑democratas do governo de coalizão, fortalecendo a tendência entre os partidos.
  • A regulamentação de mídia é de competência estadual na Alemanha, e os estados precisam negociar para estabelecer regras nacionais, com um relatório de proteção a jovens previsto para este ano.

Chanceler Friedrich Merz manifestou apoio a controles de acesso de crianças a plataformas de redes sociais, dizendo ter sido convencido, com base em evidências de danos causados pela disseminação deliberada de notícias falsas e por outras formas de manipulação online.

Dados apresentados indicam que jovens de 14 anos passam em média cinco horas e meia por dia conectados. Merz questionou se é aceitável permitir a propagação de notícias falsas, conteúdos manipulados e distorções via redes sociais, citando o impacto na sociedade e na juventude.

A conferência anual da União Cristã Democrata (CDU) deve debater uma moção que defende a proibição de acesso de menores de 16 anos a plataformas como TikTok e Instagram. Parceiros da coalizão, social-democratas de centro-esquerda, apresentam propostas semelhantes.

Contexto e desdobramentos

Um número crescente de países europeus analisa restrições semelhantes, seguindo o exemplo da Austrália, que obrigou plataformas a restringir o acesso de crianças. A discussão ocorre em meio a um debate sobre o papel de algoritmos, IA e influências direcionadas.

Merz afirmou que não é adequado adotar apenas uma abordagem gradual, comparando a ideia a ensinar crianças de seis anos a consumir álcool. A posição dele ganha força dentro do governo federal, mas a regulação depende de acordo entre os estados devido ao modelo federal da Alemanha.

Regulação e próximos passos

Além das propostas, o governo nomeou uma comissão especial para avaliar proteção de jovens contra riscos online, com previsão de relatório ainda neste ano. O objetivo é compor diretrizes que conciliem interesses educacionais, de proteção infantil e de competição no ambiente digital.

A coalizão entre CDU e seus membros em partidos parceiros reforça a possibilidade de medidas mais restritivas ganharem tração no âmbito federal. A atualização regulatória deve considerar a responsabilidade dos estados na regulamentação midiática.

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