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Moraes arquiva inquérito contra Zambelli por coação e obstrução

Moraes arquiva inquérito contra Zambelli por obstrução e coação; PGR pediu arquivamento por falta de provas, enquanto a ex-deputada aguarda extradição italiana

24.5.2022 - A então deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)
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  • O ministro do STF Alexandre de Moraes arquivou o inquérito contra a ex-deputada Carla Zambelli por obstrução e coação, seguindo o parecer da PGR.
  • Moraes havia aberto o inquérito no ano passado, alegando que as declarações de Zambelli indicavam fuga e condutas criminosas, com possível relação a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
  • A Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento, afirmando que as insinuações não se concretizaram e não houve atuação de linha investigatória ou novas provas.
  • Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão e perda do mandato por envolvimento na invasão hacker ao CNJ; ela fugiu para a Itália, onde está presa, aguardando decisão de extradição ao Brasil.
  • A decisão de arquivamento aponta que não há elementos para iniciar novo processo penal, segundo o parecer de Paulo Gonet, procurador-geral.

O ministro do STF Alexandre de Moraes arquivou o inquérito contra a ex-deputada Carla Zambelli por obstrução e coação, seguindo o parecer da PGR. O inquérito foi aberto no ano passado, após declarações da parlamentar apontarem para fuga e reiteração de condutas que atentam contra as instituições, com conexão a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A Procuradoria-Geral da República sustentou que as insinuações de Zambelli não se materializaram. Com isso, Moraes decidiu pelo arquivamento, entendendo que não cabe ação privada subsidiária sem novas provas. A decisão mantém o afastamento de qualquer curso da investigação sem evidências adicionais.

Zambelli já havia sido condenada pelo STF a dez anos de prisão e à perda do mandato pela participação na invasão hacker ao CNJ. Após a condenação, fugiu para a Itália, onde permanece presa. A extradição para o Brasil continua sob análise da Justiça italiana.

Paulo Gonet, procurador-geral, destacou que, uma vez esgotadas as diligências, não há elementos aptos a embasar o início de novo processo penal ou uma linha inquisitorial adicional.

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