- Polícias civis do Amazonas prenderam preventivamente ao menos 13 pessoas suspeitas de integrar um esquema de tráfico de drogas ligado à facção Comando Vermelho, com participação de agentes públicos.
- A operação Erga Omnes, realizada nesta sexta-feira, apura movimentação de cerca de R$ 70 milhões desde 2018, com uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro.
- Entre os alvos está a servidora Anabela Cardoso Freitas, assessora técnica cedida para a Casa Civil municipal; a prefeitura informou que não é alvo da operação.
- Também é investigado o auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas, Izaldir Moreno Barros, com a Corte dizendo adotar medidas administrativas cabíveis.
- Segundo a investigação, o grupo atuava em vários estados brasileiros e usava empresas de logística e até igrejas para facilitar o tráfico e a movimentação financeira.
Policiais civis do Amazonas prenderam preventivamente ao menos 13 pessoas suspeitas de integrar um esquema de tráfico de drogas ligado à facção Comando Vermelho, com participação de ocupantes de cargos públicos. A operação Erga Omnes foi deflagrada nesta sexta-feira (20) para cumprir mandados em quatro estados.
Os investigadores afirmam que o grupo movimentou cerca de R$ 70 milhões desde 2018, usando empresas de fachada para lavar o dinheiro obtido com atividades criminosas. A ação ocorreu com apoio de forças de segurança nos estados do Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí.
Entre os alvos está a servidora Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil cedida à Casa Civil municipal, onde atua como assessora técnica. A prefeitura informou que não é alvo da operação e que cabe à Justiça apurar responsabilidades de cada servidor.
Outro investigado é Izaldir Moreno Barros, auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas. O TJ-AM confirmou que está adotando medidas cabíveis no âmbito administrativo, sem mencionar nomes. A Corte ressaltou o interesse pela legalidade e pela integridade do Judiciário.
A polícia aponta que as investigações tiveram início em agosto de 2025, com indícios de apoio de servidores dos três Poderes estaduais à organização criminosa. Relatórios do Coaf indicaram transações financeiras de alto valor envolvendo servidores suspeitos.
Segundo o delegado Marcelo Martins, responsável pelo 24º Distrito Integrado de Polícia, o grupo recrutava novas rotas e utilizava igrejas evangélicas para dificultar a identificação. A investigação também aponta uso de empresas de logística para distribuir drogas.
Os criminalistas afirmam que as empresas de fachada não tinham movimentações financeiras compatíveis com atividades lícitas, servindo apenas para transações com traficantes e com servidores públicos. As drogas teriam sido adquiridas em Tabatinga, com repasse por meio de outras cidades.
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