- O presidente da Unafisco, Kléber Cabral, prestou depoimento à Polícia Federal na condição de investigado no Inquérito das Fake News.
- A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após Cabral criticar a operação contra servidores do Fisco.
- o depoimento tramita em sigilo e não teve conteúdo divulgado pela instituição ou pela PF.
- Na véspera, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e impôs medidas cautelares a servidores da Receita e do Serpro.
- Cabral afirmou que o contrato entre o escritório da esposa de Moraes e o Banco Master pode ter vazado de diversos lugares, segundo entrevista à GloboNews.
O presidente da Unafisco, Kléber Cabral, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (20), na condição de investigado no Inquérito das Fake News. Moraes determinou a oitiva após Cabral criticar a operação contra servidores do Fisco.
O depoimento ocorreu sob sigilo. A investigação apura vazamentos de dados sigilosos de ministros e familiares do STF. A Unafisco informou que Cabral foi ouvido apenas em razão das declarações à imprensa no dia 18 de fevereiro.
Na semana anterior, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e impôs medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica e afastamento de funções públicas para servidores da Receita e do Serpro.
Contexto do inquérito
Cabral disse à imprensa que as restrições aplicadas sem processo administrativo prévio representam tentativa de humilhar a categoria. Ele também afirmou, em entrevista, que é mais arriscado fiscalizar autoridades do que membros de organizações criminosas.
O presidente da Unafisco ressaltou que o ambiente institucional está sob pressão jurídica e que há preocupação com a preservação do devido processo legal. O inquérito continua em sigilo.
Vazamento de contrato ligado a Moraes
Em entrevista, Cabral afirmou que o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da esposa de Moraes e o Banco Master pode ter vazado de várias fontes, não sendo um documento típico da Receita. A revelação ocorreu após reportagem do Globo em dezembro.
Moraes instaurou o inquérito de ofício em janeiro, após reportagens sobre supostas ligações entre familiares de ministros do STF e o Banco Master. A investigação mira vazamento de dados de ministros e familiares por meio de órgãos como Coaf e Receita.
Natureza e andamento
O próprio STF prevê, no Regimento Interno, que inquéritos podem ser abertos de ofício quando envolvem autoridades sob sua jurisdição. A tramitação continua em segredo de justiça, impedindo divulgação do conteúdo do depoimento. As informações são apuradas pelas autoridades competentes.
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