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Austrália tem poucas opções para impedir retorno de 34 mulheres e crianças sírias

Burke diz que opções para impedir o retorno de 34 mulheres e crianças à Austrália são limitadas, com uma mulher sob ordem de exclusão temporária em acampamento no norte da Síria

Home affairs minister Tony Burke said the government is ‘actively making sure we do nothing to help’ citizens in a Syrian detention camp return to Australian.
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  • No campo de Roj, no nordeste da Síria, permanecem 11 mulheres e 23 crianças australianas, totalizando 34 pessoas, com várias famílias ligadas a combatentes do Estado Islâmico.
  • Uma mulher recebeu uma ordem de exclusão temporária de até dois anos para retornar à Austrália, por questões de segurança.
  • O ministro do Interior disse que o grupo não é coeso e que conhece o estado de espírito de indivíduos, mas as opções para impedir o retorno são limitadas.
  • O governo está também em processo de adicionar a seção australiana do Hizb ut-Tahrir à lista de grupos de ódio, sob leis aprovadas em janeiro.
  • Pauline Hanson gerou críticas ao fazer comentários sobre muçulmanos; Burke afirmou que tais declarações podem incitar violência e prejudicar a segurança nacional.

O ministro do Interior da Austrália, Tony Burke, afirmou que há poucas opções para impedir o retorno de 34 australianos — mulheres e crianças — retidos no campo de detenção de Roj, no nordeste da Síria, perto das fronteiras com a Turquia e o Iraque. A maior parte permanece no acampamento após uma tentativa frustrada de chegar a Damasco.

Ele disse à imprensa que a composição do grupo não é homogênea e que as autoridades conhecem a mentalidade de cada indivíduo. Burke afirmou ter confiança na avaliação de risco realizada pelas agências de inteligência e enfatizou que, além de uma ordem de exclusão temporária, não há outra ferramenta legislativa para impedir o retorno de um cidadão australiano.

O governo informou que uma mulher recebeu uma ordem de exclusão temporária por até dois anos, com base em preocupações de segurança. O ministro reiterou que o país busca agir dentro da legislação vigente, sem facilitar o retorno coletivo das pessoas.

Burke mencionou ainda a possibilidade de adicionar a Hizb ut-Tahrir, grupo islamista, à lista de organizações de ódio, sob leis aprovadas em janeiro. A medida facilitaria ações penais contra indivíduos que atuem em apoio à entidade designada.

A família dos detidos vem sob crítica de setores da oposição, que pedem medidas mais enérgicas para manter as pessoas afastadas de território australiano. Parlamentares de oposição defenderam acusações contra as viajantes que, segundo eles, teriam desrespeitado leis ao se deslocarem para a região.

O ministro também rebateu acusações de que estaria relutante em usar plenamente as medidas disponíveis. Ele disse possuir autoridade legal para expandir medidas, mas assegurou que não há consequências para o retorno imediato do grupo, exceto pelas ações já tomadas.

Comentários polêmicos de Pauline Hanson envolvendo muçulmanos foram citados por Burke como um potencial fator de risco para agravamento de tensões. Ele afirmou que tais declarações podem incentivar violência e prejudicar a coesão social.

O campo de Roj, administrado por autoridades curdas, pode fechar em breve, com a transferência prevista para o governo sírio. Se o acampamento encerrar atividades, Burke disse que os envolvidos ficarão em situação “intolerável” devido às escolhas que fizeram.

A imprensa informou deterioração das condições no campo, com tendas destruídas e bens confiscados. Ainda não há definição pública sobre ações específicas caso o acampamento seja desativado ou se houver novas tentativas de retorno ao território australiano.

Nenhuma conclusão foi apresentada sobre o desfecho do caso. Autoridades ressaltam avaliação contínua de riscos e conformidade com a legislação vigente, mantendo o foco na segurança nacional.

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