- Comissão de assuntos internos concluiu que a resposta do governo à proibição de torcedores do Maccabi Tel Aviv foi “inepta”, tardia e apenas inflou tensões em relação a Aston Villa, em novembro.
- O estudo indicou que a polícia de West Midlands usou informações imprecisas e não realizou verificações básicas sobre a inteligência, incluindo uso de IA.
- O Ministério do Interior foi criticado por não reconhecer a importância da decisão e não agir rapidamente, contribuindo para o aumento de tensões em torno do jogo.
- A proibição gerou indignação generalizada; Keir Starmer disse que a medida foi incorreta e insinuou antissemitismo, enquanto a comissão ressaltou danos à confiança com a comunidade judaica local.
- Recomendações incluem excluir políticos eleitos de conselhos de segurança pública (SAGs) e medidas para reconstruir a confiança com a comunidade judaica, além de críticas à forma como a informação foi tratada pela polícia.
O governo foi considerado “clumsy” e “tardio” na resposta à proibição de torcedores do Maccabi Tel Aviv em um jogo contra o Aston Villa, em novembro, analisada por uma comissão parlamentar. O relatório aponta que a decisão partiu de um grupo de segurança pública liderado pela prefeitura de West Midlands e que o governo não atuou de forma eficiente.
A comissão de assuntos internos criticou a West Midlands Police por depender de informações imprecisas e por não realizar diligência básica em suas informações de inteligência. Também acusa o Home Office de subestimar a importância da decisão e não escalonar o tema adequadamente.
Segundo o relatório, a intervenção do governo ocorreu apenas após a decisão de banir os torcedores, aumentando as tensões e não facilitando a participação dos adeptos do Maccabi Tel Aviv. A avaliação aponta impacto negativo na cultura de atuação do Home Office e na confiança da comunidade local.
A comissão, presidida pela duquesa Karen Bradley, destacou que o evento exigiria maior previsibilidade e reconhecimento do contexto. O texto afirma que o governo não deveria ter se apoiado em informações não verificadas para justificar o banimento.
Entre as falhas identificadas, está o uso excessivo de informação sem verificação pela polícia de West Midlands, incluindo relatos gerados por inteligência artificial que contribuíram para narrativas falsas. Em janeiro, policiais pediram desculpas por dados inexatos envolvendo uma partida fictícia entre Maccabi Tel Aviv e West Ham.
O inquérito aponta danos à confiança pública e, em especial, à comunidade judaica local. O relatório também levanta a possibilidade de pressão política influenciar a decisão, sem comprovar conluio, mas sinaliza atribuições de interesses políticos no processo decisório.
A comissão recomenda medidas para restaurar a confiança, como a proibição de políticos eleitos em SAGs (grupos de assessoria de segurança) e ações de transparência com a comunidade judaica. A Polícia de West Midlands afirmou buscar reparo com representantes locais.
Líderes locais, como o prefeito interino de Birmingham, elogiaram o relatório e destacaram a necessidade de reconstrução da confiança entre autoridades e comunidades. O Home Office foi acionado para comentar, sem que o momento de resposta tenha sido informado.
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