- O presidente do STF, Edson Fachin, arquivou a arguição de suspeição que questionava Dias Toffoli como relator do inquérito do Banco Master.
- A suspeição tinha origem em relatório da Polícia Federal, entregue em nove de fevereiro, com menções a Toffoli em mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o cunhado dele sobre pagamento de um resort da família no Paraná.
- Em reunião no dia doze de fevereiro, os ministros decidiram não declarar Toffoli suspeito e ele abriu mão da relatoria, em respeito aos altos interesses institucionais envolvidos.
- A nota divulgada pelo STF na época indicou que não havia cabimento para a suspeição e que os atos de Toffoli na condução do inquérito eram plenamente válidos.
- As investigações sobre irregularidades no Banco Master tiveram início na Justiça Federal de Brasília e envolvem a compra do banco pelo Banco de Brasília, com decisões de Toffoli sobre acareação e prorrogação de apurações.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, arquivou a suspeição que questionava Dias Toffoli como relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master. A decisão ocorreu neste sábado (21).
A PF entregou um relatório ao STF no dia 9, com menções a Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. As mensagens eram entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel.
No dia 12 de fevereiro, ministros do STF se reuniram para discutir o relatório. Após a reunião, divulgaram que não havia motivo para declarar Toffoli suspeito.
Ao mesmo tempo, Toffoli decidiu abrir mão da relatoria do caso, alegando respeitar os altos interesses institucionais envolvidos. A nota divulgada citou a decisão como transparente.
O arquivamento de Fachin, ocorrido neste sábado, decorre do entendimento já apresentado na reunião, de que não houve cabimento para a suspeição. A condução do inquérito pelo ministro foi validada pelos pares.
Investigação em curso
As apurações sobre irregularidades no Banco Master chegaram ao STF em dezembro, por causa de uma menção a um deputado federal. A investigação começou na Justiça Federal em Brasília e envolve a operação de compra do banco pelo BRB.
Na linha de atuação do STF, Toffoli autorizou medidas relevantes, como uma acareação no último dia do ano, e a prorrogação de investigações em janeiro. Também autorizou operação da PF em outra frente, envolvendo suposto esquema de fraudes.
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