- Brasil revogou um decreto que ampliaria vias navegáveis na região amazônica dentro de programa de privatização federal, após ocupação de terminal portuário da Cargill no rio Tapajós por povos indígenas.
- O decreto previa aprofundar a navegação de rios como o Tapajós, o que poderia afetar qualidade da água e a pesca para sobrevivência das comunidades ribeirinhas.
- Militares indígenas protestam há mais de trinta dias, contestando o decreto e seus impactos.
- O chanceler Guilherme Boulos anunciou a revogação do decreto; líderes locais dizem que publicação no diário oficial é condição para deixarem o terminal.
- A Cargill não comentou imediatamente o assunto.
O governo brasileiro decidiu revogar um decreto que ampliaria vias navegáveis na Amazônia, como parte de um programa de privatização federal, após a ocupação de um terminal da Cargill no rio Tapajós por povos indígenas.
A ocupação ocorreu no porto de Santarém, no estado do Pará, e envolve protestos que já duravam semanas na entrada da instalação. Indígenas dizem que o decreto permitiria dragagem nos rios da região, afetando a qualidade da água e a pesca.
A revogação foi anunciada pelo chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Guilherme Boulos, em meio à mobilização. Segundo os manifestantes, a retirada do decreto precisa ser publicada no Diário Oficial para que eles deixem o terminal.
Revogação e reação
Indígenas celebraram a notícia, enquanto esperam a confirmação formal. A publicação oficial é vista como condição para a saída do terminal, conforme relatos no local. Cargill não confirmou ou comentou o desfecho até o momento.
Entre na conversa da comunidade