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Duterte enfrenta responsabilização do ICC pela Guerra às Drogas

Audiências iniciais da Corte Penal Internacional contra Rodrigo Duterte marcam passo para eventual julgamento, elevando tensão política interna nas Filipinas

Former Philippine President Rodrigo Duterte appears before lawmakers at the Senate in Manila, the Philippines, on Oct. 28, 2024.
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  • Iniciaram-se as audiências no Tribunal Penal Internacional contra Rodrigo Duterte, ex-presidente das Filipinas, por supostos crimes contra a humanidade ligados à chamada “guerra às drogas” entre 2011 e 2019.
  • O objetivo é verificar se há provas suficientes para avançar a um julgamento completo; Duterte abriu mão de comparecer e contestou a jurisdição da corte.
  • Em carta, ele afirmou não reconhecer a jurisdição e pediu para permanecer em “unidade” no cárcere; o processo ocorre em meio a controvérsias sobre saúde e idade dele.
  • O caso está entrelaçado à política doméstica das Filipinas, com a prisão e o eventual retorno de Duterte alimentando narrativas sobre perseguição política envolvendo o clã Marcos.
  • Paralelamente, o Tribunal também indicou oito políticos e policias filipinos como “coparcerados” no caso, incluindo dois senadores, Ronald Dela Rosa e Christopher Go.

Duterte enfrenta pela primeira vez a risk de um julgamento no ICC, acusado de crimes contra a humanidade relacionados à supressão de drogas entre 2011 e 2019. As audiências de confirmação começaram nesta semana, em Haia, para decidir se há evidências suficientes para seguir a um julgamento completo. O ex-presidente filipino não compareceu ao processo.

Ele enviou uma carta à corte mantendo a recusa de reconhecer a jurisdição do ICC e negando as acusações, afirmando estar frágil e desejando manter a paz na prisão. O painel de juízes recebeu o pedido, mas o classifikou como especulativo. Duterte permanece detido desde março do ano passado.

A defesa sustenta que o caso não tem base constitucional ou legal para prosseguir, enquanto o ICC aponta que os atos podem ter ocorrido no âmbito do Estatuto de Roma, ainda que a Filipinas tenha deixado o tratado. A investigação abrange 2011 a 2019, período em que o país foi parte do estatuto.

O desfecho do processo está ligado a controvérsias políticas internas. A prisão e a extradição de Duterte ocorreram em um momento de ruptura entre o governo de Ferdinand Marcos Jr. e a antiga aliança com Duterte. O atual governo ainda não reentrou no Estatuto de Roma.

Sara Duterte, filha do ex-presidente, anunciou a candidatura à presidência em 2028. Pesquisas apontam vantagem inicial para ela, enquanto a popularidade de Duterte pode influenciar a narrativa política no país. Quatro pedidos de impeachment contra Sara também estão em pauta.

Documentos do ICC divulgados em 13 de fevereiro incluem oito figuras políticas e policiais associadas a Duterte como “co-autor(es)” do caso. Entre eles está o senador Ronald Dela Rosa e o senador Bong Go, com potenciais vínculos a operações de saúde pública e a possíveis candidaturas futuras.

O que vem a seguir

Ainda sem data marcada, o ICC pode manter ou ampliar o escrutínio sobre as acusações, com audiências de testemunhas e apresentação de evidências. O resultado terá impacto não apenas no caso específico, mas no debate sobre justiça internacional e soberania nacional.

No cenário externo, a decisão de tribunais norte-americanos sobre tarifas transforma o ambiente comercial, gerando incerteza em acordos com países do Sudeste Asiático e abrindo espaço para renegociações. Delegações e mercados acompanham de perto o desfecho para reajustes contratuais.

Outro tema relevante envolve Laos, Vietnã e outros membros da região, com eleições e acordos que moldam trajetórias políticas e estratégicas. Vietnam, por sua vez, anunciou a instalação de quatro gateways Starlink, ampliando conectividade e infraestrutura com a ajuda de políticas de investimento estrangeiro.

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