- Hugo Motta, presidente da Câmara, acelera pautas do governo Lula — fim da escala 6×1, regras para motoristas de apps e a PEC da Segurança Pública — para criar agenda positiva em ano eleitoral.
- A estratégia busca também blindar a imagem dele diante da pressão pela instalação da CPI do Banco Master.
- As votações prioritárias ainda neste primeiro semestre são a acabar com a escala de trabalho 6×1, o projeto de regulamentação para motoristas e entregadores de aplicativos e a PEC da Segurança Pública.
- Sobre o Banco Master, Motta resiste à CPI, citando o regimento que permite apenas cinco comissões simultâneas e uma fila de espera, tentando pautar temas de impacto social para esvaziar o tema financeiro.
- A PEC da Segurança envolve a possibilidade de referendo sobre a redução da maioridade penal, gerando impasse com o PT; governo defende a medida para combater o crime organizado, e esse ponto pode influenciar as eleições de 2026.
Hugo Motta, presidente da Câmara, acelera pautas do governo Lula para criar uma agenda positiva em ano eleitoral. Entre as prioridades estão o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, além de ações para blindar sua imagem frente à pressão pela instalação da CPI do Banco Master.
A Casa mira votações no primeiro semestre que devem ganhar apoio popular. Entre elas, estão a extinção da escala de trabalho 6×1, regras para motoristas de apps e entregadores, e a PEC da Segurança Pública, que amplia o papel do governo federal no combate ao crime.
Pauta estratégica na Câmara
A proposta de regulamentação do trabalho por aplicativos busca equilibrar direitos dos trabalhadores com custos operacionais para as empresas. O objetivo é ampliar proteção previdenciária e transparência sobre as plataformas, sem comprometer a viabilidade econômica.
Pressão pela CPI do Banco Master
A oposição pressiona por uma CPI. Motta argumenta que o regimento permite apenas cinco comissões simultâneas e aponta fila de espera. A estratégia é manter temas de alto impacto social no centro do debate para evitar temas financeiros sensíveis.
Maioridade penal e a PEC da Segurança
O relator incluiu a possibilidade de referendo sobre a redução da maioridade penal, gerando discordâncias com o PT. O governo sustenta a necessidade da PEC para combater o crime organizado, mas a controvérsia já gera resistência entre aliados.
Repercussões para 2026
Para o governo e Motta, aprovar as pautas agora ajuda a construir um currículo de entregas para o eleitor. Motta se posiciona como solucionador de problemas, enquanto Lula busca fortalecer a imagem em economia e segurança. A velocidade das votações é vista como decisiva.
Conteúdo produzido com informações da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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