- Bolsonaro escolhe palanque puro do Partido Liberal para as duas vagas do Senado no Distrito Federal, com Bia Kicis e Michelle Bolsonaro.
- A candidatura de Michelle era incerta anteriormente; Bia Kicis já havia confirmado a intenção, com apoio de Flávio Bolsonaro.
- Flávio Bolsonaro afirmou haver grande probabilidade de Michelle concorrer.
- O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, critica o acordo e diz que continuará buscando apenas um palanque de centro-direita no DF, apesar das indicações na chapa.
- A estratégia é vista como forma de ampliar a maioria no Congresso para eventual abertura de impeachment de integrantes do Supremo Tribunal Federal.
O ex-presidente Jair Bolsonaro definiu um palanque do PL no Distrito Federal com candidaturas de Bia Kicis e de Michelle Bolsonaro para as duas vagas no Senado. A decisão foi comunicada durante encontro com o correligionário Ubiratan Sanderson neste sábado.
Bia Kicis já havia sinalizado a intenção de concorrer, com apoio público de Flávio Bolsonaro, líder do PL no Rio de Janeiro, que a considerou uma de suas parceiras mais qualificadas. A possibilidade de Michelle disputar o Senado também já circulava entre integrantes da legenda, sem confirmação até então.
A proposta no DF contrasta com a situação do governador Ibaneis Rocha (MDB), que busca permanecer ativo politicamente após deixar o cargo no fim do mês. Ibaneis tem defendido a existência de apenas um palanque de centro-direita no DF, mesmo com o anúncio de candidaturas da chapa liderada pelo PL.
Contexto político
Ibaneis declarou ao portal Metrópoles que continuará trabalhando para manter um alinhamento único de centro-direita no DF, destacando a atuação de Bolsonaro ao apoiar Bia Kicis, considerada uma de suas maiores apoiadoras. A chapa no DF é entendida como parte de um movimento mais amplo de reorganização das candidaturas da direita.
A movimentação ocorre em um momento em que partidos de direita avaliam estratégias para ampliar a presença no Senado para criar maioria que possa influenciar o acervo institucional do país. O objetivo citado pelos apoiadores é consolidar força para eventuais ações legislativas frente ao STF.
Entre na conversa da comunidade