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Familiares de Marielle Franco e Anderson Gomes fazem apelo antes do julgamento

Horas antes do julgamento dos mandantes do caso Marielle Franco e Anderson Gomes, familiares pedem resposta do STF e aguardam condenação

Familiares de Marielle Franco e Anderson Gomes deixam o Tribunal do Júri após a condenação de Lessa e Queiroz. Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP
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  • STF inicia nesta terça-feira 24 o julgamento dos mandantes do crime de Marielle Franco e de Anderson Gomes, na Primeira Turma.
  • Familiares das vítimas acompanham o processo: a mãe, Marinete da Silva, diz que é o momento do estado dar uma resposta positiva; o pai, Antônio Francisco da Silva, confia nos ministros.
  • Agatha Reis, viúva de Anderson, afirma que o julgamento pode trazer uma resposta importante para democracia; Anielle Franco, irmã de Marielle, ressalta que nenhum crime deve ficar impune.
  • Segundo a Procuradoria-Geral da República, são réus os cinco suspeitos: Chiquinho Brazão, Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Fonseca.
  • Se condenados por todos os crimes, os envolvidos podem receber penas de até 58 anos de prisão.

O Supremo Tribunal Federal iniciou nesta terça-feira, 24, o julgamento que pode condenar os acusados de serem os mandantes do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A sessão acontece na Primeira Turma do STF, em Brasília.

Antes do início formal, familiares de Marielle e de Anderson externalizam esperanças. Marinete da Silva, mãe da ex-vereadora, disse que o estado precisa entregar uma resposta firme. Antônio Francisco da Silva, pai de Marielle, confia nos ministros e em sua tradição jurídica. Agatha Reis, viúva de Anderson, ressaltou a importância do veredito para afastar a ideia de blindagem institucional para crimes.

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, destacou que nenhum crime deve ficar impune. Mônica Benício, viúva de Marielle, reforçou que é preciso enfrentar a relação entre política, polícia e crime organizado. Luyara Santos, filha de Marielle, afirmou que a justiça plena envolve responsabilização, não repetição e reparação às famílias.

Os réus

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o deputado estadual Domingos Brazão, o então chefe de Polícia Civil Rivaldo Barbosa, o major Ronald Pereira e o assessor Robson Fonseca são apontados como mandantes do crime. Eles respondem a itens de organização criminosa, homicídio e financiamento.

Até 58 anos de prisão podem ser cumpridos, se condenados por todos os crimes imputados. A pena máxima depende da soma das acusações apresentadas pela PGR e da avaliação do STF durante o processo. A defesa dos réus argumenta em paralelo, conforme os casos.

Desdobramentos do julgamento

O resultado depende dos votos dos ministros da Primeira Turma e do andamento das sessões ao longo dos próximos dias. A decisão pode estabelecer responsabilidades políticas, institucionais e criminais ligadas ao assassinato de Marielle e Anderson, com impacto no debate sobre segurança pública e impunidade.

As famílias acompanham a sessão com expectativa de uma resposta institucional que consolide o uso adequado de mecanismos democráticos para apurar crimes de alta relevância pública. O julgamento segue em andamento no STF nesta manhã.

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